Contra a CPMF
Entidades de representatividade nacional lançaram nesta semana um manifesto contra o aumento da carga tributária. Com duras críticas à atuação da presidente Dilma Roussef (PT), no documento o empresariado cobra "o cumprimento dos compromissos assumidos pela presidente na campanha eleitoral de 2014", ano da eleição. Temas mais espinhosos e polêmicos realmente não costumam ser abordados durante o período pré-eleitoral. Em geral os candidatos preferem "pintar um mundo cor-de-rosa" com soluções mágicas para todos os problemas enfrentados pela população.
No entanto, passada a eleição a realidade se mostra mais difícil. Grave crise econômica, desequilíbrio nas contas públicas e muita corrupção. O cenário é desolador à população até mesmo porque soma-se a tudo isso a inflação e o desemprego em alta e o forte aumento das tarifas controladas. Parece totalmente insensato para o momento que o governo ainda pleiteie mais aumento de impostos. Se é preciso fazer "caixa", promover uma redução geral das despesas movimento que as famílias brasileiras estão acostumadas a adotar é o único caminho a ser seguido.
A transferência de mais dinheiro dos setores produtivos e da população vai agravar a falta de investimentos e o nível da atividade o que, consequentemente vai provocar mais desemprego e recessão. É o melhor caminho a ser seguido? O momento é de promover ajustes que contribuam para a retomada do crescimento econômico.
E ainda é preciso lembrar que o atual governo está envolvido em um dos maiores escandâlos de corrupção da história. Perdeu toda a credibilidade para pedir que a população aceite passivamente a criação de mais um imposto. Os brasileiros já arcam com uma carga tributária das mais altas do mundo e, praticamente, nada têm em troca. É preciso que outras entidades e que a sociedade em geral se una a esse manifesto para impedir que a CPMF volte a ser implantada.





