Contra a corrupção, a maior multa
As empresas brasileiras Odebrecht e Braskem vão pagar a maior multa do mundo por corrupção. O acordo entre representantes das duas companhias e autoridades do Brasil, Estados Unidos e da Suíça foi assinado nessa quarta (21), prevendo o pagamento de R$ 6,9 bilhões. O Brasil vai ficar com R$ 5,3 bilhões. A Odebrecht e seu seu braço petroquímico, a Braskem, assumiram aos americanos e suíços que são culpadas por pagar subornos em troca de benefícios em contratos. A maior multa por corrupção do mundo é uma das consequências da maior operação de investigação de corrupção já realizada no Brasil, a Lava Jato. A Odebrecht reconheceu que deixou de tomar medidas para evitar crimes na Suíça, que pagou propina para agentes públicos brasileiros usando bancos suíços e lavou dinheiro naquele país. As contas eram abertas pela Odebrecht em nome de empresas que não existiam de fato. Elas serviam apenas para o repasse de suborno. O governo suíço comemorou dizendo que o acordo "é mais um marco na batalha internacional contra a corrupção". Nos Estados Unidos, a Braskem é acusada de ter fraudado o preço de suas ações na Bolsa de Valores de Nova York e violado normas do mercado de capitais. Ainda nos Estados Unidos, a Odebrecht (maior empresa de construção da América Latina) é acusada de ter violado uma lei americana que proíbe empresas que mantêm negócios lá de pagar suborno no exterior, chamada de FCPA (Foreign Corrupt Pratices Act, ou Lei Anticorrupção no Exterior). As duas companhias têm unidades em território norte-americano. Na força-tarefa da Lava Jato, o acordo é classificado como o maior do mundo, dando mais peso ainda à operação que já dura dois anos e investiga um megaesquema de corrupção na Petrobras. É um passo importante e ganha mais relevância diante da ameaça de mudanças na legislação com as alterações propostas no pacote anticorrupção.





