Definidas as medidas de restrições a serem seguidas pelos brasileiros, já se calcula o impacto econômico que o novo coronavírus terá sobre empresas de todos os tamanhos, mas principalmente às pequenas e médias.

A situação é incerta, mas há esperança de que a redução da interação social, com suspensão de aulas e eventos, consiga frear o alastramento do covid-19 e a situação se normalize o mais rápido possível.

Mas é preciso se preparar para cenários positivo e negativo. Alguns setores já estão sofrendo os efeitos das restrições. É o caso de empresas de transportes, turismo, shows, eventos, cinemas, bares e casas noturnas.

Quem depende de receitas frequentes para tocar a sua operação sentirá mais o impacto e, consequentemente, seus funcionários.

O Ministério da Fazenda agiu rápido, um fator positivo nesse momento de incerteza, e anunciou um pacote de medidas para minimizar os efeitos do novo vírus que vem causando pânico em todo o mundo. O conjunto de propostas, no valor de R$ 147,3 bilhões, inclui reforço ao Bolsa Família, saques do FGTS, antecipação de pagamento do abono salarial e da restituição do Imposto de Renda.

Aposentados e pensionistas do INSS deverão receber as duas parcelas do 13º salário até maio. E o governo estuda ainda criar regras especiais para liberar o auxílio doença para trabalhadores contaminados pelo novo vírus. Nesta terça-feira (17) foi confirmado o primeiro caso de coronavírus em Londrina.

Como medida para manutenção de empregos, há previsão de adiamento do prazo de pagamentos de tributos e o Conselho Monetário Nacional permitiu que os bancos facilitem a renegociação de dívidas de pessoas físicas e jurídicas, além de prorrogar, por 60 dias, os vencimentos de dívidas de clientes para os contratos vigentes e em dia.

Dependendo do desenrolar da crise, pode ser que o governo federal tenha que colocar a mão no bolso e liberar mais recursos para atender a população. Os mais pobres são os mais vulneráveis, pois têm menos acesso a itens como o álcool gel e aos serviços de saúde.

A questão do fornecimento da merenda escolar para crianças que ficarão sem aula encontrou uma solução importante. Em Londrina, os alimentos continuarão a ser fornecidos para os estudantes em situação de vulnerabilidade social. Para algumas crianças, a refeição recebida no horário de aula é a mais importante do dia.

É uma crise de saúde com efeitos econômicos devastadores. É obvio que a prioridade, hoje, é salvar vidas impedindo a proliferação do vírus. Com o fenômeno da globalização, não há como evitar que a economia fique infectada.

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