Consumo e educação
Muito se tem falado a respeito do consumismo que vem aumentando entre a sociedade brasileira. Adoção de um novo comportamento, que pode estar relacionado à melhoria de vida da população, demanda reprimida por bens de consumo, lançamentos e maior divulgação de produtos tecnológicos. Na era da informação, muitos querem acompanhar as tendências. Foi criada uma nova necessidade nas pessoas.
Importante ressaltar que consumir e adquirir novos itens são fatores positivos: além de movimentar a economia como um todo, muitos bens foram criados para facilitar a vida das pessoas e garantir mais conforto a elas. O lado negativo, no entanto, é quando crianças, jovens e adultos começam a perder o controle da vida financeira.
Pesquisa feita pelo Ibope Inteligência e Serasa Experian aponta que o Indicador de Educação Financeira piorou entre os jovens. Na faixa etária de 16 a 17 anos caiu de 5,9 no ano passado para 5,5 em 2014; no grupo com idade entre 18 e 24 anos, o índice recuou de 5,9 para 5,8. Os adultos estão um pouco melhores, mas a nota continua ruim: varia de 6,0 a 6,2. Para calcular o indicador a pesquisa considera três subíndices: conhecimento sobre o assunto, atitude (valores) e comportamento (a prática). Foi justamente esse último item que piorou com relação ao ano passado e que tem o maior peso.
A pesquisa aponta claramente que a falta de educação financeira é generalizada. Os brasileiros não sabem lidar com o dinheiro e, por isso, é preciso atenção. Esse comportamento leva ao endividamento e, consequentemente, à inadimplência fator que prejudica toda a cadeia produtiva. O dado alerta para a importância da questão: educação financeira deve fazer parte da grade curricular das escolas para que, desde cedo, todos aprendam a controlar seu dinheiro.
O tema é importante até para garantir que a maioria saiba quanto paga de juros em um parcelamento ou financiamento e ainda como se calcula o preço de um quilo de um produto no supermercado, por exemplo. Atualmente, um em cada sete estudantes não sabe como fazer essas contas, segundo avaliação educacional realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Como pode-se constatar, a reestruturação curricular das escolas é urgente.





