Consumo e crescimento econômico
As medidas do governo federal para incentivar a economia e blindar o País contra a crise econômica mundial que, aliás, pode perdurar por mais alguns anos são positivas e têm como principal objetivo incentivar o consumo interno. O remédio não é novo, já foi aplicado durante o governo Lula, com a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos novos e eletrodomésticos, além de lançamentos de programas habitacionais para estimular a indústria da construção civil.
Naquele momento a fórmula deu certo e é provável que funcione também agora. Os brasileiros têm uma demanda reprimida. Na última década, quando o País entrou em um ciclo de crescimento com a estabilidade da economia e o crescimento do emprego e da renda , a população sentiu mais confiança para ir às compras. O acalentado sonho de consumo como a casa própria, o carro zero quilômetro, além de eletrodomésticos e móveis novos ficou mais palpável. E isso é positivo. É natural que com mais dinheiro no bolso e preços mais acessíveis as pessoas queiram investir em conforto e lazer.
O turismo e a aviação também cresceram vertiginosamente nos últimos anos. Outra modalidade que também aumentou muito neste período foi o acesso ao crédito, com a entrada no mercado de grandes instituições bancárias. O financiamento ajudou muitas pessoas a adquirir bens de maior valor. No entanto, neste ponto é que a população deve ter responsabilidade. O consumo desmedido não é interessante para nenhum dos elos da cadeia (indústria, comércio e consumidores) porque leva à inadimplência.
É importante lembrar que o endividamento excessivo dos americanos deflagrou a crise econômica mundial há alguns anos e quebrou grandes instituições bancárias. Como as modalidades de financiamento são diferentes nos Estados Unidos e no Brasil, por ora, especialistas afastam a ideia da mesma situação ocorrer por aqui.
No entanto, aprender com os erros alheios é sinal de sabedoria. O consumo é positivo porque estimula uma longa cadeia, movimenta a economia e contribui para a manutenção dos empregos. Cabe aos consumidores manter as contas em dia e honrar seus compromissos financeiros. Este é o ciclo virtuoso da economia. Produção em alta, vendas em um patamar crescente, consumidores comprando e pagando suas dívidas. É o caminho necessário ao desenvolvimento econômico.





