Consumo de drogas
Apesar da exaustiva divulgação dos malefícios das drogas à saúde humana, o seu consumo não perde adeptos. Relatório Mundial sobre Drogas, divulgado nesta semana pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, aponta que cerca de 230 milhões de pessoas em todo o mundo (cerca de 5% da população adulta, com idade entre 15 e 64 anos) usaram alguma droga ilícita pelo menos uma vez ao longo do ano passado. Desse total, cerca de 27 milhões são dependentes. A maconha é a substância mais consumida, com mais de 119 milhões de usuários, seguida pelos estimulantes do tipo anfetaminas.
Os números são altíssimos. Além de financiar e movimentar toda a cadeia do crime, que vai da produção ao tráfico de armas, os usuários estão sujeitos a provocar sérios danos à saúde, também comprovado pelos números. A pesquisa apontou que 13% dos usuários de drogas têm problemas com a dependência, incluindo distúrbios e o aumento da incidência de contração do vírus HIV, das hepatites B e C (entre usuários de substâncias injetáveis). Isso sem contar o número de homicídios (não divulgado pelo relatório) provocado pelo consumo de drogas e pela ''guerra do tráfico''.
Também importante dizer que as campanhas contra as drogas deveriam ser intensificadas. No entanto, há que se ressaltar - e esclarecer - que a utilização desse tipo de substância pode sim ser prazerosa, pelo menos inicialmente. Se não houvesse sensação de prazer proporcionada ao ato de experimentar qualquer substância não haveria consumo. Relação óbvia. Os malefícios vêm depois de estabelecido o vício e aí os prejuízos são imensos em vários aspectos: saúde e perdas do convívio social e familiar.
O ideal é prevenir o ato de experimentar, pois nesta simples atitude formam-se novos dependentes. A população mundial não pode se tornar refém de grupos de criminosos e ainda dispensar uma quantia vultosa para tratamento de doenças e distúrbios relacionados às drogas ilícitas.





