Consumo da maconha
Pesquisa divulgada nesta semana apontou que 37% dos brasileiros - ou 1,3 milhão de pessoas - que declararam ter usado maconha no ano passado são dependentes. O alto índice chamou atenção até mesmo dos profissionais que organizaram o estudo, o que corrobora com a tese de que a maconha não é uma ''droga leve'' como afirmam alguns pesquisadores e usuários. É uma substância ilícita, aceita em alguns tratamentos terapêuticos, mas que ainda é considerada a ''porta de entrada'' para a utilização de outros tipos de entorpecentes.
O levantamento chegou ao número total de dependentes porque analisou fatores como ansiedade e preocupação do usuário por não ter a droga, sensação de perda de controle sobre o uso, preocupação com o próprio uso, tentativas de parar e a dificuldade em ficar sem consumir a maconha. O consumo da droga traz prejuízos desde o primeiro uso, segundo afirmação de especialistas, como dificuldade de concentração, falta de memória, mudança de comportamento, controle inibitório das respostas em função do ambiente, ansiedade, insônia, pensamento suicida e menor desempenho para realizar tarefas.
Além disso, a pesquisa ainda apontou que 75% dos brasileiros são contra a legalização da droga, enquanto 11% se declararam a favor e os demais não souberam responder. A maconha é uma das três drogas mais usadas, juntamente com o crack e a cocaína.
Agora, a partir do resultado dessa pesquisa é de se esperar que novas políticas públicas sejam desenvolvidas a fim de conscientizar sobre os malefícios e riscos do uso da maconha. É importante acabar com a tese de que essa droga não provoca danos à saúde, apenas os seus efeitos são mais lentos. Substâncias ilícitas se tornaram casos de saúde pública e seus efeitos têm sido devastadores. Outro estudo, desenvolvido pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicoativas, aponta para o uso cada vez mais precoce de drogas e álcool. Daí a importância das campanhas educativas. É preciso afastar novos usuários das drogas.





