Consumidores não pensam em comprar bens duráveis
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sábado, 31 de agosto de 2002
Agência Estado. 
São Paulo Oito em cada dez paulistanos não pretendem comprar nenhum bem de consumo durável (automóveis, eletroeletrônicos e móveis) em setembro e outubro. Os dados são do Programa de Administração de Varejo (Provar), da USP, que entrevistou 400 pessoas em agosto. Foi um dos mais baixos índices de intenção de compra registrado desde outubro de 1999, quando o trabalho começou a ser feito. Para o coordenador-geral do Provar, Claudio Felisoni de Angelo, o resultado pode indicar um represamento de consumo para o fim do ano.
O percentual de consumidores que não pretendem comprar esse tipo de bens subiu de 69,8% no trimestre maio-junho para 78,1% agora. Apesar disso, o coordenador do Provar acredita que poderá haver uma virada, dependendo do comportamento da oferta de crédito, do emprego e dos preços nos próximos meses.
Dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostram um aumento do número de consumidores que conseguiram tirar o nome da lista de inadimplentes, habilitando-se a fazer novos crediários. Até a primeira quinzena de agosto, 1,437 milhão de paulistanos já tinham regularizado a sua situação, 20,9% a mais em relação a igual período de 2001. ''Se as condições econômicas melhorarem um pouco, o fim de ano poderá surpreender'', observa o economista Emílio Alfieri, da ACSP.


