A cada operação realizada pelas autoridades competentes em postos de combustíveis chega-se à conclusão de que o consumidor está completamente vulnerável. O setor é particularmente problemático em Londrina e região e a ação realizada ontem em Rolândia (Região Metropolitana de Londrina) – que encontrou irregularidades em três de quatro estabelecimentos fiscalizados – aponta que apesar da frequente divulgação da ocorrência de fraudes no setor, atos ilícitos continuam a ser praticados.
E o problema é que não há como orientar consumidores para que não caiam em golpes – principalmente quando sai menos combustível do que indica a bomba. Mesmo no caso de produto adulterado, o proprietário do veículo só percebe que pode ter sido vítima de golpe depois que o motor começa a apresentar problemas. E, nesse caso, o prejuízo já é inevitável. Além de fiscalizações mais frequentes, não há nada que possa ser feito para que o consumidor fique mais protegido?
Importante ainda acrescentar que os cofres públicos também são lesados, uma vez que deixa-se de recolher soma importante de valores a partir das fraudes. Trata-se de esquema montado para lucrar mais e gerar danos diretos aos consumidores.
Outro ponto importante é a punição. Crimes como adulteração de combustível e de bombas, fraude fiscal raramente levam à prisão. Tanto que durante a ação de ontem um proprietário chegou a ser preso, mas foi liberado imediatamente porque pagou fiança. Uma punição mais rigorosa, sem dúvida, poderia desestimular a prática. O Brasil não pode continuar a ser o País dos crimes de "colarinho branco" sem punição, do jeitinho e da vantagem. É preciso moralizar.
Além disso, os órgãos de fiscalização deveriam investir em tecnologias que coíbam crimes como esses. O avanço tem que ser feito também para evitar irregularidades como essas, deve-se usar as "mesmas armas" dos criminosos.

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