Ainda é muito cedo. É que dizem os londrinenses ouvidos pela Folha na manhã de sábado, no Centro do da cidade, quando o assunto são as compras de Natal. Há quem já esteja antecipando algumas compras. Em especial quando surgem ofertas irresistíveis de produtos que, de qualquer modo, iriam estar debaixo do pinheiro no dia 24 de dezembro. A maior parte dos consumidores está pesquisando preços, e começa a comprar peças de decoração natalina.
Em uma das lojas de departamentos do calçadão, pinheiros e enfeites já tomam um bom espaço nas gôndolas. E a demanda pelos encartes de ofertas para o Natal é grande. ''Ainda é muito cedo para pensar nos presentes'', argumenta a merendeira Rosemeire Aguiar, 30 anos. Ela, no entanto, aproveitou o sábado para comprar um pinheirinho. ''Por enquanto, esse é o presente que estou comprando'', relata.
Quem também já está pesquisando é a diarista Maria Luzia dos Santos Rocha, 39 anos. Os alvos são os brinquedos para os filhos e um eletrodoméstico, de preferência uma televisão. ''Já quero ter uma idéia do que vou gastar, mas só vou comprar mesmo no mês que vem'', informa Maria. A data, não sabe ao certo. Vai depender do recebimento do décimo terceiro.
Mesmo desfilando com sacolas, o casal Mardene e Romildo Soares Sabino fez algumas compras com os filhos. Para um casamento. ''Mas levei alguma coisinha para o Natal também'', conta a auxiliar de serviços gerais Mardene. Os dois, no entanto, vão deixar o resto para o mês que vem mesmo. Vão ter que esperar parar ver como fica a situação de Romildo, que está sem emprego.
A decoração natalina na casa da família do engenheiro Helton Genare, 39, e Leila Pontara, 34, começa a ser programada na semana que vem. Mas compras mesmo, só mais pertinho do dia 25 de dezembro. ''A gente sempre deixa para o finalzinho'', diz Leila. O engenheiro lembra que, como pequeno empresário, tem que preocupar-se primeiro com pagamentos dos fornecedores e empregados. ''Depois, vamos ver o que vamos poder gastar com os presentes'', afirma.
O lixador Adenilson, 28, e sua mulher, a professora Tatiane de Carvalho, 24, resolveram antecipar a compra de um presentão, um aparelho de som. Acharam boas as condições de pagamento. De resto, a ordem é deixar tudo para o mês que vem, com a tranquilidade do 13º salário. ''A gente precisa segurar. Não dá para saber como vai ficar daqui pra frente'', lembra a professora. ''Vamos deixar o resto das compras para dezembro'', assegura Adenilson.

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