Construção civil e seu novo impulso
A previsão de crescimento da construção civil no Estado do Paraná, divulgada no início do ano, nesta FOLHA, foi confirmada ontem, em avaliação do setor nos demais Estados. Toda projeção neste sentido é forte injeção de dinheiro no mercado porque a construção civil, o agronegócio e a indústria de confecções são importantes distribuidores de renda e dão resultado imediato.
Diferente do Paraná onde o setor tende a crescer (cerca de 10%) com suas próprias forças - mas também impulsionado pelos programas sociais - nos demais Estados, o crescimento (estimado em 9%) será puxado pelas obras do Programa Minha Casa, Minha Vida e pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A previsão da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), refere-se apenas as obras de moradia, não incluindo, portanto, obras comerciais e industriais.
O que é bom para a construção civil reflete em uma série de outros setores incluindo o depósito de materiais do bairro simples, onde a construção cresce no final da semana através das paredes erguidas em mutirão. Essa forte expansão deve contribuir para que o PIB dê um salto de 6% neste ano.
Como em ano político as paredes sobem mais rapidamente, já está sendo alinhado com o governo a segunda etapa do Minha Casa e do PAC. A expectativa é de que essa nova fase dos programas seja lançada em 29 de março. Praticamente uma das últimas aparições da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, antes de se desligar do cargo para disputar as eleições presidenciais, como observa a Agência Estado.
O Minha Casa e PAC 2 têm como objetivo fazer melhorias nos programas atuais e garantir sua continuidade. No Minha Casa, não deverão ser definidas metas para construção de moradias, apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já ter falado de mais um milhão de unidades habitacionais. Essa era a meta da primeira etapa, mas, até o final deste ano deverão ser entregues cerca de 300 mil moradias.
O rápido crescimento do setor acaba por expor algumas fragilidades. Além de problemas de infraestrutura, falta mão-de-obra treinada na indústria paralela como os setores de instalações hidráulicas, elétrica e, em grandes centros prevê-se que haverá falta de pintores de parede. A construção civil, de há muito carece de mão-de-obra no assentamento de azulejo e design não sofisticado para construções intermediárias e de luxo.





