Consórcio nem sempre é opção, diz consultor
Com os reajustes dos preços dos imóveis causados pelo aumento dos insumos, o sonho da casa própria fica cada vez mais distante. A população não tem muitas opções de financiamento e a queda no poder aquisitivo nos últimos anos é um fator limitante para o mercado. Segundo o professor de economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Mauro Halfeld, a procura por imóveis tinha aumentado nos últimos meses, mas essa tendência deve ser anulada se os reajustes para o consumidor forem muito altos.
''A classe média sofre o arrocho salarial há algum tempo e muitas pessoas estão endividadas'', observa. Segundo ele, o consumidor pode não aceitar o reajuste dos preços dos imóveis e com isso a procura tende a cair. Halfeld lançou há um mês o livro ''Seu Imóvel Como Comprar Bem'', em que dá dicas para quem está interessado em comprar ou investir no mercado imobiliário. Para ele, as novas opções oferecidas pelo mercado, como consórcio de imóveis, merecem análise.
O consórcio de imóveis impõe disciplina para quem não consegue poupar, é útil para quem não tem pressa de comprar a casa própria e é bastante vantajosa para quem é sorteado no início do plano. O consórcio, ao contrário do financiamento, não embute juros. Mas também há desvantagens, segundo Halfeld: paga-se até 20% de taxas de administração e muitos consorciados só vão receber o imóvel no final do plano, que pode durar até cinco anos. Enquanto isso, muitas vezes continua pagando aluguel ou tem despesas com outra habitação.





