Consórcio: estratégia para combater o sedentarismo financeiro
"Sabe quando a gente promete que vai começar a caminhar, fazer academia, cuidar da saúde, mas acaba adiando?"
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terça-feira, 30 de junho de 2026
"Sabe quando a gente promete que vai começar a caminhar, fazer academia, cuidar da saúde, mas acaba adiando?"
Henrique Hegenberg 
Em momento em que cada vez mais pessoas falam sobre melhorar a relação com o dinheiro, surge um conceito curioso: o sedentarismo financeiro. Ele funciona mais ou menos como o sedentarismo físico. Sabe quando a gente promete que vai começar a caminhar, fazer academia, cuidar da saúde, mas acaba adiando?
Com o dinheiro acontece algo parecido.
A pessoa até sabe que deveria planejar, guardar um pouco e organizar as contas, mas acaba apenas reagindo ao que aparece no mês. A conta chega, ela paga. Surge outra despesa, ela resolve. E assim vai, sem metas, sem planejamento e sem um “treino” para fortalecer a saúde financeira.
Para sair desse estado de inércia, é preciso criar hábitos mais saudáveis com o dinheiro. E é justamente aí que o consórcio entra como uma espécie de academia das finanças.
O primeiro benefício é a disciplina. Ao entrar em um consórcio, a pessoa assume um compromisso mensal com o pagamento da parcela. É como aquele horário marcado para treinar: no começo pode exigir esforço, mas logo vira parte da rotina. Com o tempo, esse hábito ajuda a desenvolver algo que muita gente tem dificuldade de manter por conta própria: a regularidade de poupar.
Outro ponto importante é o planejamento de médio e longo prazo. Diferentemente da lógica do “quero agora”, o consórcio incentiva a organização para conquistar objetivos maiores, como comprar um imóvel, trocar de carro ou tirar outros projetos do papel. É um processo que exige paciência, mas que também ajuda a evitar decisões impulsivas. Em outras palavras, é o oposto do sedentarismo financeiro: em vez de apenas reagir às despesas, a pessoa passa a agir com estratégia.
Essa mudança também transforma a forma de pensar sobre o dinheiro. O consorciado deixa de olhar apenas para as contas do mês e começa a estruturar metas e caminhos para alcançá-las. É como quando alguém começa a cuidar da saúde: no início é mais simples, mas com o tempo surgem novos desafios como correr uma maratona, ganhar resistência, melhorar a qualidade de vida.
Quando mais pessoas passam a olhar para o dinheiro dessa forma, o tema do planejamento financeiro naturalmente ganha espaço nas conversas do dia a dia. E é nesse ponto que empresas e marcas do setor também assumem um papel relevante: ampliar o acesso à informação e incentivar uma relação mais consciente com as finanças.
Nesse processo, a comunicação e o marketing ajudam a levar informação e educação financeira para um público cada vez maior.
Até mesmo iniciativas como patrocínios esportivos se conectam com essa mensagem. Modalidades como futebol, surfe ou tênis carregam valores muito próximos da lógica do consórcio: disciplina, constância e foco em objetivos de longo prazo. No esporte, ninguém ganha condicionamento da noite para o dia - é preciso treino contínuo. Com as finanças acontece exatamente o mesmo.
No fim das contas, a comparação é simples: assim como o corpo precisa de movimento para se manter saudável, o dinheiro também precisa de planejamento para crescer com equilíbrio. E o consórcio pode ser justamente esse primeiro passo para quem quer sair do sedentarismo financeiro e começar a construir, com consistência, um futuro mais organizado.
Afinal, quando o assunto é saúde, física ou financeira, o mais importante é começar a se movimentar.
Henrique Hegenberg, é diretor de Marketing da Ademicon, formado em Publicidade e Propaganda, com Pós-Graduação em Gestão por Processos de Negócios e certificado profissional MIT em Transformação Digital.


