Ao amanhecer deste dia de eleições, os indecisos devem somar pequenas quantidade, porque o voto já está decidido na mente da maioria do eleitorado brasileiro. O dia, então, será apenas de consagração de uma vontade popular já pensada e amadurecida e da consolidação do regime democrático de escolha. Estão aptos a comparecer às urnas 115,5 milhões de cidadãos, acreditando-se em baixo índice de anulação de votos, pela consciência cívica já demonstrada no primeiro turno e pela facilidade da votação eletrônica.
Embora obrigatório o voto, paira no ar um anseio dos cidadãos de participar, e acredita-se que, nunca como agora, a eleição notadamente a presidencial tenha interessado tanto aos brasileiros. Não é menor a expectativa da opinião pública internacional, como aliás se verificou na primeira rodada eleitoral e pela importância que os veículos de comunicação e os organismos governamentais e populares vêm atribuindo ao pleito do dia de hoje, no Brasil.
A manifestação das urnas sempre caracterizou vontade de mudança, em maior ou menor grau, mas no presente momento eleitoral percebe-se a intensificação desse desejo. Os tempos de dificuldade que estão sendo vividos, em consequência justamente da incompetência governamental e de políticas públicas que induziram à contenção e à estagnação, gerando desemprego e uma infinidade de males sociais, devem ter contribuído para um despertamento da consciência cívica dos cidadãos e para um chamamento de responsabilidade. Estes são caminhos de aperfeiçoamento da cidadania, e o Brasil marcha nesse rumo, embora seja ainda grande o número dos desencantados e, por isso, indiferentes.
Já hoje a Nação conhecerá seu novo Presidente e, nos Estados onde haverá segundo turno Paraná incluído , a população também saberá quem serão seus governadores, uma prerrogativa do sistema eleitoral brasileiro, que permite a proclamação rápida dos resultados. A expectativa, a partir de amanhã, será em torno das equipes que formarão os novos governos federal e estadual mas é certo que o processo de transição, em todas as esferas, será pacífico. Poderão ocorrer festejos, hoje, mas não eventuais convulsões sociais. O que deverá ocorrer será uma grande distensão nacional nestes dois últimos meses do ano por natureza festivos e que serão também os últimos dos atuais governos. A perspectiva é de alívio, seja quais forem os vencedores das urnas, e acredita-se inclusive em baixa do dólar e em contenção de preços, o que poderá favorecer um maior movimento de vendas no fim do ano.

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