A sustentabilidade está na ordem do dia. Aliar a preservação dos recursos naturais ao crescimento econômico e social é um dos principais desafios atuais da humanidade. E é com o objetivo de discutir esse e outros temas relacionados ao meio ambiente que autoridades e especialistas do mundo todo participam até 22 de junho da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), no Rio de Janeiro.

A despeito das evidência da importância de uma mudança na forma como a humanidade consome hoje, muitos países ainda usam recursos naturais de forma exagerada. E essa postura pode levar ao esgotamento de recursos naturais imprescindíveis para a manutenção da vida. Para ambientalistas, a conscientização é a única forma de reverter esse panorama sombrio.

O biólogo Cristiano Medri, professor na Universidade Estadual Norte do Paraná (Uenp), não tem dúvidas de que a conscientização virá, mas acredita que isso não ocorrerá de forma voluntária. ''A sociedade não vai se conscientizar antes que problemas graves e profundos comecem a acontecer, que haja distúrbios e problemas sérios de escassez'', aponta o doutor em Ciências Ambientais,

O principal motivo da descrença de Medri é o consumismo exagerado, que coloca em risco a saúde do planeta. Hoje, segundo ele, as pessoas consomem em demasia, retirando da terra bem mais do que ela pode oferecer. Por isso, ressalta Medri, é preciso rever com urgência o que define como ''cultura do desperdício''. ''Nós temos que usar a ferramenta da tecnologia, do conhecimento científico, do investimento maciço em pesquisa para irmos pelo caminho do aumento da produtividade e não pelo aumento de áreas. As áreas não são infinitas'', alerta.

Leia mais na reportagem de Eli Araujo exclusiva para assinantes da FOLHA.

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