Brasília - Os presidentes do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), e da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), afirmaram ontem que, se o governo apresentar medidas na área fiscal para enfrentar a crise econômica, o Congresso terá condições de votá-las mesmo durante a campanha eleitoral.
''A Câmara estará de prontidão, à disposição do País. As eleições não serão obstáculo para que, se houver necessidade, a Câmara se reúna para discutir proposta que eventualmente chegue a esta Casa'', afirmou Aécio.
O presidente da Câmara disse, no entanto, que até, ontem, o presidente Fernando Henrique Cardoso, com quem esteve reunido, não o havia informado sobre um eventual pacote econômico.
Para Tebet, os congressistas só deverão ser chamados a Brasília antes das eleições se houver votação de propostas ''do interesse do País'. Do contrário, eles deverão ficar praticamente livres para se dedicar às campanhas eleitorais.
''Não venho aqui (a Brasíli)] para brincar. No Senado só terá votação quando precisar', afirmou Tebet. ''Se for para votar uma proposta para enfrentar a crise, por exemplo, sou a favor de que a gente fique e vote.''
O recesso parlamentar de julho acabou oficialmente ontem, mas deputados e senadores estão em campanha eleitoral. Até o segundo turno, no dia 27 de outubro, dificilmente a Câmara e o Senado terão quórum para votar propostas polêmicas.
Na próxima terça-feira, Tebet e Aécio reunirão, separadamente, líderes partidários para elaborar uma pauta de votações para o período eleitoral.

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