São Paulo O Congresso argentino deu mostras ontem de que pretende controlar a emissão de ''argentinos'' e exige que ela esteja amarrada a um Orçamento equilibrado. Os congressistas querem que seja emitida apenas a quantia suficiente para pagar os bônus provinciais e os salários do funcionalismo público no máximo 3,5 bilhões de ''argentinos''.

Em um almoço com o secretário de Fazenda do país, Rodolfo Frigeri, os congressistas Oscar Lamberto, Jorge Capitanich, Jorge Matzkin, Rafael González, Juan Schiaretti e Jorge Remes Lenicov, todos peronistas, impuseram uma condição para que seja aprovada a impressão dos ''argentinos'': o governo deve apresentar um projeto de Orçamento equilibrado para 2002.

À tarde, os peronistas do Congresso se reuniram para discutir os ''argentinos'' e o Orçamento de 2002. Eles temem que uma emissão exagerada de moeda cause uma pressão inflacionária e uma rápida desvalorização cambial.

Durante a reunião, os congressistas expressaram apoio a Frigeri, mas demonstraram que o Congresso pretende ter um papel importante na economia daqui por diante. ''Sem Orçamento equilibrado não haverá terceira moeda'', afirmou Lenicov.

Ao determinar que a emissão de argentinos deve ser responsável apenas por cobrir os gastos públicos, o Congresso calculou que a quantia máxima deveria ser de 3,5 bilhões de ''argentinos''. ''A idéia não é impulsionar a demanda enchendo o país de ''argentinos', mas sim cobrir a demanda por dinheiro vivo no setor produtivo'', explicou Schiaretti.

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