Confusão marca início da greve de caminhoneiros
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domingo, 25 de agosto de 2002
Agência Estado<BR>Sheila DAmorim 
Brasília - Um mal entendido em relação ao horário para iniciar a greve nacional de caminhoneiros exigiu ontem um esforço maior da coordenação do movimento para garantir a adesão da categoria. Segundo José da Fonseca Lopes, presidente da Federação Interestadual dos Caminhoneiros Autônomos (Fetrabens) e coordenador da greve nacional, houve uma confusão porque muitos caminhoneiros achavam que a paralisação, marcada para a zero hora de domingo, começaria nas primeiras horas da segunda-feira.
O Ministério dos Transportes deve atender algumas das reivindicações apresentadas ao governo pelos caminhoneiros, para evitar que a greve prossiga. Os assessores do ministro João Henrique de Almeida não quiseram adiantar o que será oferecido. A expectativa é que seja possível atender algumas das reivindicações, afirmou um assessor do ministro dos Transportes.
Alguns acabaram rodando mas conseguimos acertar isso e a adesão foi muito positiva, disse Lopes, se referindo à confusão provocada pelo horário. Ele contou ter passado a manhã de domingo ao telefone. As oito linhas telefônicas disponíveis na Federação não pararam de tocar. Mais de 50 lideranças em todos País foram mobilizadas para organizar o movimento e corrigir a confusão.
Segundo a Fetrabens, a frota de caminhões em todo País é de 1,2 milhões, sendo que 400 mil são autônomos. São Paulo responde por cerca de 40% desse total, com 487 mil caminhões.
Lopes destacou que a ordem da coordenação nacional do movimento é não fazer piquetes ou qualquer tipo de bloqueio nas estradas. Não queremos piquetes. Isso é uma coisa ultrapassada hoje no País. Queremos um movimento pacífico, afirmou. A intenção é mostrar que o caminhoneiro está parando simplesmente porque não tem condições para trabalhar. Por isso, recomendamos que eles fiquem em casa, no pátio da transportadora ou em algum posto.
Entre as reivindicações emergenciais da categoria estão o aumento da segurança nas estradas, a redução de 30% no valor do óleo diesel e congelamento do preço por 6 meses, o cumprimento do decreto que obriga as empresas a fornecerem vale-pedágio aos caminhoneiros, a adoção de uma tabela de referência para fixação do valor mínimo dos fretes e o cumprimento do artigo 257 do Código Nacional de Trânsito, que transfere do caminhoneiro para o embarcador da mercadoria a multa por excesso de peso.


