Agência Estado
do Rio de Janeiro
O segundo dia de discussões do 18º Encontro do PT do Rio foi aberto com três horas e meia de atraso em relação ao horário inicialmente previsto. Um dos dirigentes da reunião, o professor William Campos, abriu os trabalhos com um apelo para que todos se comportassem fraternamente e sem agressões, mas os ânimos foram ficando acirrados, com troca de insultos e palavras ofensivas, ameaças e agressão física.
‘‘Eu mato/Eu mato/Quem pegou esse Coelho/E transformou ele/Num rato’’, cantaram militantes do Refazendo e do Opção Popular. Era uma alusão à denúncia de tentativa de compra de votos na convenção, que pesa contra o ex-deputado Ernani Coelho, da Articulação.
Coelho diz que a gravação com a conversa em que a
suposta oferta teria sido feita foi montada para o incriminar. Foi formada uma comissão de ética especialmente para investigar o caso.
O secretário de Planejamento do Estado do Rio, Jorge
Bittar, da Articulação, ao discursar em defesa do candidato a presidente do diretório, deputado Luiz Sérgio Nóbrega, foi provocado por adversários, que fizeram com as mãos gestos simulando uma boca, a ‘‘boquinha’’ criticada pelo governador Anthony Garotinho (PDT). Bittar disse que o partido no Rio passa por ‘‘difíceis momentos’’ e criticou o governador que, na opinião dele, cometeu ‘‘evidentes excessos’’ ao atacar a legenda.

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