Apesar dos intensos debates a respeito da infraestrutura logística brasileira, percebe-se que o desempenho nacional na área é bem baixo, ainda mais se for feita comparação com outros países emergentes e desenvolvidos. Recente estudo divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) aponta que a qualidade das rodovias estaduais piorou significativamente entre os anos de 2012 e 2013.
O levantamento aponta que a soma de notas "bom e ótimo" caiu de 62,8% para 49,3%. Foram avaliados pouco mais de 30% do total da malha, sendo 82,7% de pistas simples de mão dupla.
Além disso, a pesquisa apontou ainda que um quarto da malha rodoviária privatizada é "regular" ou "ruim". Significa que apesar das concessões e do valor da tarifa – um dos mais altos do País – o Paraná não conseguiu avanços qualitativos importantes. É certo que as condições de trafegabilidade melhoraram, principalmente no que diz respeito ao recape e às sinalizações de segurança, mas como o próprio levantamento da CNT sugere, é preciso avançar mais.
Seria preciso rever as condições do contrato e os termos acordados. Se as várias negociações para baixar o valor das tarifas e a "briga judicial" travada entre governo do Estado e concessionárias contribuíram para o atual cenário, é esperado que ao final desta concessão, em 2021, os contratos foquem em serviços e melhorias efetivas às estradas a fim de beneficiar os usuários.
A questão da infraestrutura logística é tema dos mais importantes ao País. Se as condições gerais de estradas e rodovias, portos e aeroportos não melhorarem, dificilmente o Brasil conseguirá crescer e alcançar o caminho do desenvolvimento. Estudos já apontam que pouco se investe, apesar da
necessidade. Por isso, é importante que a sociedade se envolva mais com essas questões e pressione para que as obras saiam do papel. Também é preciso vigilância para evitar desperdício e desvio de recursos públicos.

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