Ainda não totalmente definidas, as mudanças no regime previdencial dos servidores públicos, que alteram algumas regras ou os chamados "privilégios" como eram brindados os que optaram pela condição
de servidor público. É verdade que as mudanças não atingem todas as categorias como a dos
militares, por exemplo.
Várias mudanças são justificadas como medidas de racionalização e economia financeira, outras visam aproximar o tratamento desfrutado pelos trabalhadores do setor privado e os de serviço público em suas diversas esferas administrativas.
È verdade também, que, no que se refere à remuneração, persistem diferenças de tratamento nem sempre justificáveis para os não beneficiados, face à independência
dos poderes e esferas administrativas.
Ainda há espaço a ser percorrido até que se tenha um quadro claro e completo, até pelo imperativo constitucional de respeito aos direitos adquiridos. Por enquanto haverá, no que se refere à previdência, diferenças entre os antigos e os novos servidores.
Dependendo da motivação individual as mudanças em curso no regime da previdência poderão alterar a tendência de opção
pelo serviço publico.
Tem-se que reconhecer, contudo, que muita coisa já mudou desde o tempo da "modinha carnavalesca" da Maria Candelária, escrituraria Letra "O"... aos tempos atuais de seleção pública, obrigatoriedade de concurso admissional e quadros de carreira.
Tudo indica que a sociedade, em seu todo, absorve ao longo do tempo as alterações. Um exemplo recente foi à mudança decorrente das privatizações, que alterou a situação dos respectivos servidores que perderam o "status" e tiveram em alguns casos, alterado o regime previdenciário.
Tem-se que reconhecer, contudo, que mesmo com as modificações na área previdenciária, o serviço público continua atraente para muitos, pelos critérios de seleção, pela motivação profissional e estabilidade pessoal, sem esquecer a parcela de idealismo e abnegação que o exercício de certas funções impõem
às pessoas.

mockup