Bola de cristal não existe e todo mundo sabe disso. Mas pela movimentação de algumas empresas, influenciadas pelo rumo que a economia do País tomar de agora em diante, é possível ter uma idéia de quais áreas prometem investir em contratações no próximo ano.
  É importante ficar ligado às possibilidades que podem pintar em setores como indústria alimentícia, embalagens, farmacêutica, alta tecnologia, exportadores de maneira geral ou, ainda, de prestação de serviços relacionada à construção civil, informática e bancos. Esses foram os mais apontados por alguns economistas e consultores.
  ‘‘No setor de alta tecnologia, as oportunidades podem aparecer principalmente na produção de aparelhos celulares’’, diz o diretor-presidente da Floro Gerenciamento de Carreiras, José Floro Barros. Ele explica que o segmento promete porque novas utilizações do aparelho, como o acesso à internet, têm chamado cada vez mais a atenção dos consumidores, levando o setor a expandir as vendas. Esse perfil pede investimentos para que a produção se desenvolva.
  Floro presta consultoria a 60 empresas e diz que, pelos contatos com seus executivos, foi possível perceber que muitas delas (de alguns dos setores citados anteriormente) recomeçaram os investimentos a partir de outubro. ‘‘O maior número de oportunidades está na parte operacional. Mas as contratações nessa área acabam trazendo a necessidade de contratar também em nível gerencial’’, comenta o diretor-presidente da Floro.
  O crescimento da economia compreende todos os setores. No caso da indústria metalúrgica as vagas se refere ao Grande ABC e São Pauloa. Mas quando o assunto é indústria de alimentos, informática e construção civil, o Estado do Paraná é um dos principais alvos desse crescimento.
  Dois exemplos concretos de quem pode oferecer chances de emprego no ano que vem são o Grupo Bertin - que atua na produção de couros, carnes, higienização industrial, entre outros, e deve abrir cerca de 3 mil vagas; e o setor de construção civil, que tem expectativa de empregar em torno de 150 mil pessoas em todo o País.
  O Grupo Bertin, grande exportador, obteve financiamento de R$ 90 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recentemente. Os recursos serão usados para ampliar a capacidade instalada e modernizar o parque industrial. Segundo a Assessoria de Imprensa, ainda não foi definido quando o Grupo começará a buscar novos funcionários nem para quais das 24 plantas industriais - distribuídas em mais de 5 Estados (entre eles, São Paulo). Mas novos funcionários serão admitidos, porque a criação de empregos faz parte das condições do BNDES para a concessão do empréstimo. Um dos caminhos para monitorar o início das contratações é o site www.bertin.com.br.
  O setor de construção civil também deve contratar mais em 2005, segundo Antônio de Sousa Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP). Alimenta essa expectativa o acerto, dia 14, para a liberação de R$ 10 bilhões, maior parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), para o financiamento de obras. Ramalho, que também é titular do conselho curador do FGTS, diz que as contratações dependerão da demanda por construções e burocracia para a liberação da verba, além da aprovação de plantas pela Prefeitura. ‘‘Se tudo der certo, esperamos que em junho as obras tomem corpo.’’ Ramalho lembra que o País tem alto déficit habitacional, segundo o IBGE, de mais de 6 milhões de moradias.

* Para pescar uma dessas chances que estão por vir, uma alternativa é enviar o currículo para o banco de dados do Sintracon: e-mail pelo site www.sintraconsp.org.br. Informações nos sites: www.bertin.com.br e www.sintraconsp.org.br.

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