Concurso anulado
O segundo cancelamento de provas do concurso público para preenchimento de vagas da Autarquia Municipal de Saúde de Londrina volta a colocar em xeque o perfil técnico da atual administração. Dessa vez, um erro na distribuição das provas aos candidatos levou ao cancelamento do certame para três cargos: condutor socorrista, assistente de enfermagem de Saúde da Família e de Urgência e Emergência. O cancelamento atinge cerca de 3,5 mil candidatos de 11 mil inscritos que concorrem a 318 vagas para 22 funções. A aplicação de uma nova prova exclusiva para os já inscritos foi marcada para 5 de janeiro.
O primeiro concurso, realizado em julho, foi cancelado por recomendação do Ministério Público depois de muita polêmica. Deixou um prejuízo de mais de R$ 407 mil aos cofres públicos e resultou em uma ação, atualmente em tramitação na 1ª Vara da Fazenda Pública, que decretou indisponíveis os bens do ex-secretário de Saúde Francisco Eugênio Alves de Souza e de 14 servidores municipais e um estadual por irregularidades na elaboração das provas.
Embora desta vez a Prefeitura não tenha nenhuma responsabilidade pela falha no concurso, a empresa vencedora da cotação o Grupo Sarmento, de Campo Grande (MS) já acumulava dois outros certames anulados nos últimos anos sob acusação de fraudes: um realizado em Santa Catarina e um outro no Pará.
Em casos como esse, mesmo que a empresa vencedora tenha apresentado todos os atestados técnicos e documentos exigidos após vencer a cotação, talvez o ideal seria desclassificá-la. A anulação de dois concursos realizados pela empresa é um atestado e poderia ser usada como argumento até porque a credibilidade de um novo concurso não poderia ser novamente abalada. Além dos prejuízos financeiros gerados aos participantes, o maior dano fica para o próprio município que, mais uma vez, tem colocado em xeque sua capacidade técnica. A saúde foi apontada como o "calcanhar de Aquiles" da administração e, mais uma falha na área só corrobora a opinião emitida pelos londrinenses.





