Concurso anulado
Após recomendação do Ministério Público, o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff, decidiu anular o concurso realizado no dia 14 de julho pela Secretaria Municipal de Saúde para a contratação de 432 profissionais. Mais de 13 mil candidatos fizeram as provas e foram surpreendidos com as denúncias. Logo surgiram comprovações de plágio em questões, além da suposta de oferta de prova para um candidato. Assim que a lista de aprovados ficou pronta, percebeu-se grau de parentesco entre um elaborador do teste e um candidato.
O cancelamento do concurso era o único caminho a seguir, apesar do grande transtorno causado aos candidatos que gastaram dinheiro com inscrição, viagem e hospedagem - prejuízo maior para quem veio de fora de Londrina e até de outros Estados. Infelizmente, o município errou desde o início, quando assumiu a responsabilidade de elaborar as provas, delegando a função para técnicos da própria Secretaria Municipal da Saúde. A justificativa era de que se terceirizasse os testes, o município não conseguiria viabilizar a contratação até o dia 31 deste mês, quando vencem os contratos temporários de centenas de profissionais que atuam nas unidades. É óbvio que a situação não será resolvida até o final de agosto e uma solução precisa ser encontrada com urgência. A condução desse concurso deixa claro que houve amadorismo da administração municipal e falta de capacidade técnica dos responsáveis em elaborar uma prova séria, que afeta diretamente o bem-estar da população londrinense.
Soluções caseiras não são as mais recomendadas quando se trata de concurso público. É preciso garantir transparência e seriedade e é isso o que a sociedade espera e deve cobrar na realização do novo processo. Outra recomendação importante do MP é a abertura de sindicância para apurar os responsáveis pelas irregularidades que inviabilizaram o concurso e prejudicaram milhares de pessoas. Espera-se, ainda, que o atraso na contratação dos novos servidores não acarrete prejuízo no atendimento da população.





