Comunidade se mobiliza para auxiliar UEL no vestibular
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quinta-feira, 14 de março de 2002
Reportagem Local 
Depois que o reitor Pedro Gordan divulgou a dificuldade que a Universidade Estadual de Londrina (UEL) vem encontrando em definir locais para a realização do vestibular e a recusa da secretária estadual de Educação, Alcyone Saliba, em ceder as escolas da rede pública, a comunidade vem se manifestando, com ofertas de locais alternativos ou apresentando sugestões. Dom Albano Cavalin, arcebispo de Londrina, ofereceu o Salão da Catedral e os seminários Vicente Pallotti e Instituto Paulo VI.
A Reitoria também recebeu apoios de empresários, que colocaram à disposição o Centro de Eventos de Londrina e a área de exposições do Armazém da Moda. A presidente do Instituto Londrinense de Educação para Surdos (Iles), Rosalina Franciscon, colocou a escola à disposição da UEL, assim como o prefeito de Cambé, José do Carmo, que disponibilizará escolas ou carteiras, se a universidade precisar.
Todas as sugestões recebidas estão sendo avaliadas pela Comissão Permanente de Seleção (Copese), dentro de critérios técnicos voltados ao bem-estar dos candidatos e condições para que a UEL possa montar o esquema de segurança. O ideal é que cada local possa receber um mínimo de 600 candidatos e, de preferência, que já tenham carteiras e iluminação adequadas.
O reitor Pedro Gordan continua insistindo em que o governo libere as 12 escolas estaduais que concordaram em ceder suas instalações. Ao todo, elas teriam condições de receber 9.045 estudantes, que correspondem a 47% do total de 19.105 inscritos. Hoje, em Curitiba, o reitor voltará a pedir a compreensão do governo diante da gravidade da situação, pois essas escolas garantiriam um vestibular mais tranquilo e sem improvisações.


