Comunicação ao alcance de todos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 21 de maio de 1997
Pedro Nassar 
No contexto das transformações da economia mundial, que derrubaram dogmas e mudaram conceitos, a comunicação empresarial tornou-se instrumento estratégico imprescindível para a conquista de resultados. Tanto assim que os profissionais do setor passam, cada vez mais, a integrar o board das empresas, que investem de forma crescente na abetura e desenvolvimento de canais eficientes para se comunicar com seu público interno e externo e com a comunidade em que estão inseridas.
Comunicação, entretanto, não é uma atividade que deva ser restrita às grandes empresas, entidades de classe e instituições do setor público. Trata-se de uma necessidade da economia contemporânea, à qual não podem ficar alheias empresas de qualquer porte, inclusive as micro. Não é exagero algum afirmar que, sem um processo adequado de comunicação, dificilmente uma empresa poderá sobreviver nos mercados contemporâneos, cada vez mais seletivos, competitivos e exigentes.
Toda empresa deve - e pode - ter um programa regular de comunicação, adequado, obviamente, ao seu porte e às suas necessidades. Um microempresário do ramo da alfaitaria, por exemplo, pode multiplicar o número de seus clientes, através de malas-diretas, distribuídas no bairro. O mesmo se aplica a pequenos prestadores de serviço, de todas as áreas de atividades, que, muitas vezes, não sabem como ampliar seu mercado, no microuniverso de sua própria vizinhança.
Elaborar e distribuir malas-diretas, na quantidade requerida, para um microempresário, não é tão caro como possa parecer. No mercado de serviços terceirizados de comunicação há empresas de todo os portes e até mesmo profissionais autônomos, que realizam trabalho de bom nível, com preços acessíveis às firmas de diferentes portes. Com um investimento de aproximadamente dois mil reais, é possível produzir malas-diretas de bom nível, com tiragem de 500 a mil exemplares. A distribuição via correio também não é cara. As estatísticas indicam que o retorno propiciado pela mala-direta, desde que bem feita, é de aproximadamente cinco por cento. Para um pequeno prestador de serviços, conquistar 50 novos clientes, num universo de mil malas-diretas, é um resultado altamente expressivo.
As pequenas e microempresas têm um papel de fundamental importância na economia brasileira. As campanhas e projetos voltados ao seu fortalecimento e à desburocratização de seus processos administrativo e tributário são uma prova do quanto a sociedade brasileira valoriza esse segmento, responsável por cerca de 52 por cento dos empregos no país. Exatamente por sua reconhecida importância, as pequenas e microempresas não podem ficar alijadas de todos os processos que condicionam a sobrevivência das organizações na economia contemporânea, como qualidade, produtividade, custos operacionais baixos e capacidade de se comunicar. Como qualquer empresa, as micro e pequenas firmas devem ter canais de comunicação com seus mercados. Independentemente de seu porte, uma empresa precisa, no mínimo, transmitir uma informação básica aos seus clientes em potencial: Eu existo.


