COMPROMETIMENTO
Coordenadora do colegiado do curso de Direito da UEL, Adiloar Franco Zemuner, ressalta que desempenho positivo no Enade e demais conquistas só vêm por conta do comprometimento de alunos e professores. Este é o parâmetro que deve permear também a trajetória do advogado.
O curso de Direito da Universidade Estadual de Londrina (UEL) chega aos 47 anos colecionando menções e reconhecimentos. Recentemente, o curso, que conta com 85 professores e 1,2 mil alunos, obteve a nota máxima no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), recebeu homenagem, nos Estados Unidos, como ''Melhor Memorial em Português''. Nesta terça, recebe o certificado do ''Guia do Estudante'', da Editora Abril, na lista das melhores universidades de 2007. Em entrevista à FOLHA, a coordenadora do colegiado do curso, Adiloar Franco Zemuner, ressalta o conceito de entendimento global do Direito, em face da globalização.
Quais os parâmetros aferidores de qualidade de um curso?
Nossa missão nessa caminhada foi de promover o ensino dentro de uma qualidade de excelência. O Ministério da Educação e Cultura tem primado para que os cursos, de uma maneira geral, destaquem, em seus quadros, o maior número de doutores e mestres. Dentre da UEL temos essa preocupação.
Fala-se muito sobre o entendimento ''global'' do Direito. O que vem a ser?
É bem verdade que os cursos de Direito têm, cada vez mais, essa preocupação de sintonia com a globalização. Penso que todos os cidadãos deveriam ter acesso a algumas informações jurídicas. Nossa terminologia está, cada vez mais, fugindo do tecnicismo.
E como promover essa fuga?
Fazendo com que o povo nos entenda no falar, que tenha acesso à Constituição Federal. Por que não termos a Constituição Federal vendida nas bancas de jornais? Por que não promovermos um melhor entendimento do Estatuto da Criança e do Adolescente, da Lei Maria da Penha, da Lei Sarney (impenhorabilidade), por exemplo?
E qual seria o papel do profissional da área no Século XXI?
Colocar em prática as informações de várias áreas absorvidas durante os cinco anos da faculdade, seja ele um advogado, magistrado, delegado, promotor, docente ou um parecerista, no último caso, sem a necessidade de passar pelo Exame de Ordem.
A propósito da Ordem dos Advogados do Brasil, alguma novidade em relação aos exames?
Em primeira mão, podemos dizer que a OAB Federal está com muitos bons olhos vendo o pedido não só da Universidade Estadual de Londrina, mas de outras universidades de nosso Estado, no sentido de dilatar as inscrições para o Exame de Ordem, marcadas para até o início de dezembro. Explico: a maioria das universidades encerra suas atividades a partir da segunda quinzena do mês de dezembro e isso estaria atrapalhando esse processo. Na última quinta, estivemos em Curitiba em reunião com a diretoria da OAB e tomamos nota, num primeiro momento, que os exames poderão ocorrer em janeiro próximo. A decisão sai em novembro.
A demanda por vagas na área do Direito é sempre grande. Temos jovens sedentos por Justiça ou pela estabilidade econômica?
A questão econômica pode ser suplantada: hoje há faculdades e vagas para futuros advogados país afora. A busca pela Justiça, por sua vez, está dentro de nós. Não é necessário ser um profissional do Direito para se estar em busca de Justiça. Então, com toda certeza, o grande motivador, seja na UEL ou nas demais universidades, é a justiça.





