Como superar as desigualdades?
O Dia da Mulher, nesta quinta-feira (8), foi marcado por protestos em vários países, incluindo algumas cidades brasileiras, como o Rio de Janeiro. Se em alguns locais, como a Espanha, houve greve, no Brasil as ações transcorreram, até o fechamento desta edição, em clima de paz. A articulação das manifestações aconteceu pelas redes sociais e as marchas traziam reivindicações diversas, como o fim da violência contra a mulher, maior participação feminina na política e igualdade salarial. Quando se leva em consideração o histórico de luta pelos direitos da mulher, há grandes avanços. Mas ainda há muito o que fazer. A FOLHA trouxe na edição desta quinta-feira (8) reportagens que mostram que a participação delas na política e na economia está longe do ideal. Londrina é um exemplo claro de retrocesso da representatividade feminina na política. Dos 148 vereadores que a cidade elegeu até hoje, apenas 11 eram mulheres. E a atual composição da Câmara tem apenas uma mulher, Daniele Ziober, do PPS. Na Assembleia Legislativa há uma situação parecida. Das 54 cadeiras, apenas quatro são ocupadas por mulheres nem 10% do total. E nenhuma delas faz parte da mesa diretora da Casa e nem preside algumas das comissões consideradas de maior destaque. Sem falar na presidência da Assembleia, que nunca foi ocupada por uma deputada. No Congresso, a situação é um pouquinho melhor: 10% das cadeiras da Câmara são ocupadas por mulheres. Mas é bem pouco. Na economia, outro panorama desanimador. Segundo indicadores do IBGE, as mulheres recebem 76,5% da média salarial dos homens, mesmo trabalhando mais na soma da jornada total. O Paraná não está em melhor posição. Aqui, o rendimento médio mensal entre eles é de R$ 2.529, enquanto o delas é de R$ 1.883. Uma situação incompreensível quando se acrescenta outro dado da pesquisa: a escolaridade no sexo feminino é maior, assim como a frequência nas aulas. Esses dados do IBGE são novos, mas a discriminação é antiga. Trabalhar pelo fim da desigualdade, do assédio e da violência pelo simples fato delas serem mulheres precisa ser bandeira de toda a sociedade.





