Como será o Brasil em 2022?
Estamos vivendo um tempo diferente sob vários aspectos, um tempo em que se pode esperar grandes e profundas mudanças em nosso país
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segunda-feira, 17 de junho de 2019
Estamos vivendo um tempo diferente sob vários aspectos, um tempo em que se pode esperar grandes e profundas mudanças em nosso país
Espaço Aberto 
Fala-se muito do Brasil daqui a 20 ou 30 anos, mas eu prefiro falar de um Brasil daqui a menos de quatro anos: o Brasil de dezembro de 2022, assim fica mais fácil de imaginar e de acompanhar a sua evolução. Estamos vivendo um tempo diferente sob vários aspectos, um tempo em que se pode esperar grandes e profundas mudanças em nosso país. Temos alguns fatores que podem contribuir para que isso aconteça com muito sucesso.
Três fatores são muito visíveis e um quarto vai depender do sucesso obtido com esses três. Refiro-me ao novo perfil das empresas, a nova postura governamental e o desenvolvimento tecnológico. Quanto ao perfil das empresas, observamos que houve uma mudança profunda provocada pela crise mais recente, tornando-as mais enxutas e produtivas, apesar de estarem muito debilitadas por tão longo período de recessão. São hoje completamente diferentes do que eram em 2014. Essa transformação não foi tranquila, mas fruto da pressão e das ameaças à sua sobrevivência.
A crise que trouxe sofrimentos trouxe também as empresas para um patamar de eficiência mais próximo de suas congêneres dos países desenvolvidos. Empresários e trabalhadores puderam tirar lições dessa fase de muito aperto e descobriram que não são adversários, mas parceiros que devem manter uma colaboração em prol dos benefícios de ambos. Isso já ocorreu nos países desenvolvidos e talvez seja um dos motivos de apresentarem performances bens superiores às nossas.
De outro lado, vemos um governo caminhando em sentido oposto ao que tivemos nas últimas décadas. Comprometido com o desenvolvimento e trabalhando para tornar mais leve o setor produtivo e facilitar a vida do brasileiro, reduzindo o cipoal de leis, normas e regulamentos, que na prática não traz nenhum benefício para a população, ao contrário, torna a vida de todos mais cara e complicada. É visível o desejo de criar um Estado menor e refazer o pacto federativo. Está empenhado em promover as reformas essenciais para o país, que já são exigidas há muito tempo, como é o caso das reformas previdenciária e tributária.
Numa terceira via, temos a tecnologia que vem promovendo a sua revolução nos processos produtivos e nos hábitos das pessoas, independente do que pensam o governo, as empresas e a população. Ela corre sozinha numa velocidade incrível, capaz de transformar negócios e costumes de uma hora para outra, e pode ser nossa grande aliada.
A combinação dos três fatores, somando na mesma direção, cria uma força transformadora inacreditável e vai atrair capital externo em volume a que não estamos acostumados, acelerando o processo de desenvolvimento muito além do que imaginamos. O Brasil é um grande atrativo para o capital externo; há muito a desenvolver e as dimensões continentais e densidade populacional fazem do País um dos maiores mercados do mundo.
Pela primeira vez, ao menos para as gerações atuais de brasileiros, podemos contar com a junção de tantos fatores favoráveis ao desenvolvimento. Temos tudo para dar o grande salto e nos posicionarmos entre as principais nações do mundo. Temos todas as chances de chegar em dezembro de 2022 com um novo perfil. Uma nação com a economia saudável, com os problemas sociais sendo vencidos, com grandes avanços na educação, na segurança e na saúde, além de muitos investimentos na infraestrutura, preparando o País para os novos tempos, quando estará entre os principais países do mundo. É verdade que para que tudo isso se concretize é preciso que nós, brasileiros, façamos a nossa parte. Como disse o compositor: “Esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”
ARY SUDAN é vice-presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) e do Sindimetal Norte (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e Materiais Elétricos do Norte do Paraná)


