Quais são os elementos básicos para a produção de uma boa reportagem? Mais do que isso: o que é uma boa reportagem? Parte-se, em primeiro lugar, do princípio de que ela terá que cumprir função social e ser de pleno interesse dos leitores e da comunidade em geral. Seja boa ou má notícia, o repórter, quando lhe é atribuída a tarefa de buscar dados estatísticos e opiniões sobre determinado assunto, cujo resultado será transformado em um texto, recebe, na verdade, uma difícil missão. Quem são os envolvidos, que números interessam, quais casos parecidos sobre o acontecimento-foco da reportagem existem registrados, há favorecidos ou prejudicados? Estas são algumas das perguntas básicas que o profissional se faz. Ele precisa também detectar o perfil do público mais interessado no tema que ele está pesquisando, principalmente para subsidiar o seu trabalho com a maior quantidade possível de informações que sejam importantes para estas pessoas. Nas edições de ontem e de hoje, dois assuntos servem como exemplos. Um deles, o da reunião de lideranças comunitárias anteontem, para apoiar o movimento que paralisa as instituições de ensino superior. Outro é o da superlotação de um distrito policial em Londrina, cuja reportagem vai publicada na capa do caderno Folha Cidade de hoje. O primeiro tem a posição do jornal no espaço editorial de hoje (Opinião da Folha, na página 3). Quanto ao segundo, o leitor perceberá a preocupação profissional de ‘‘cercar’’ o tema de forma que ele seja mostrado e consequentemente debatido, com a maior quantidade de informações possíveis. A superlotação do distrito policial não é um problema para quem vive dentro do presídio. É um problema de todos e assim deve ser tratado por um jornal.

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