Com a aproximação do início do ano letivo, a Sesa (Secretaria da Saúde do Paraná) faz um alerta muito oportuno: manter a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes atualizada é um dever que ultrapassa o cuidado individual e alcança a responsabilidade coletiva. Assim, as autoridades de Saúde do Estado reforçam a importância de pais e responsáveis verificarem o calendário vacinal e não deixarem de imunizar os seus filhos.

Em um momento marcado pelo aumento da circulação de vírus e pelo retorno da convivência intensa em ambientes fechados, a imunização se reafirma como uma ferramenta muito eficaz de proteção à saúde pública.

Ambientes escolares favorecem a circulação de agentes infecciosos como vírus respiratórios, causadores de doenças diarreicas, infecções pneumocócicas e até meningites. A vacinação em dia reduz significativamente o risco de surtos e contribui para a diminuição de faltas escolares, internações e complicações graves, lembra a Sesa.

Atualmente, o Calendário Nacional de Vacinação contempla 11 vacinas destinadas a crianças e adolescentes, todas disponibilizadas gratuitamente nas salas de vacinação do SUS (Sistema Único de Saúde) em todo o Paraná.

Além de uma medida de proteção individual, manter o esquema vacinal em dia representa um compromisso com o bem-estar coletivo e atende à Lei Estadual nº 19.534/2018, regulamentada pela Instrução Normativa Conjunta nº 01/2018 – da Secretaria Estadual da Educação (Seed) e da Sesa.

A normativa estabelece que alunos de até 18 anos devem apresentar, no ato da matrícula ou rematrícula, a declaração de atualização vacinal em todas as escolas do Paraná, públicas e particulares, que ofertem educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.

A Sesa reforça, ainda, que ações de educação em saúde, voltadas à imunização, devem ser desenvolvidas pelas escolas em parceria com as secretarias municipais de saúde, ao longo de todo o ano, com intensificação no início do período letivo.

Um ponto que merece atenção especial é a vacinação de adolescentes, faixa etária em que, historicamente, há maior evasão dos serviços de imunização. Vacinas como a do HPV, da meningocócica ACWY e da dengue são fundamentais para prevenir doenças graves no presente e no futuro.

Mais do que uma ação pontual neste período de volta às aulas, a vacinação deve ser encarada como uma prática contínua de cuidado e educação em saúde. Escolas e serviços de saúde têm papel fundamental na orientação, mas a decisão final está nas mãos de pais e responsáveis. Garantir a vacinação em dia é oferecer um ambiente escolar mais seguro, saudável e propício ao aprendizado.

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