Combate ao roubo de cargas pede prevenção e investigação
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
No Brasil, onde o transporte de mercadorias é feito quase na totalidade por estradas, o roubo de cargas ganha proporção assustadora. Não é uma prática nova, mas o crescimento, principalmente nas grandes cidades, desafia os setores de segurança e também entidades que representam transportadoras e caminhoneiros. Os bandidos estão cada vez mais armados e audaciosos.
Segundo a Fetranspar (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná), o Paraná responde por pouco mais de 3% dos roubos de cargas no Brasil. Não é um número alto, em comparação com o Rio de Janeiro, onde ocorrem 40,81% dos crimes do tipo, e com São Paulo, com 40,75% das ocorrências. Os dados, da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, e se referem a 2017. A pesquisa revelou um aumento de 80% nas ocorrências entre 2012 e 2017, passando de 14,4 mil em 2012 para 26 mil em 2017.
No Paraná, são comunicados 70 roubos de carga todos os meses. Segundo reportagem publicada nesta sexta-feira (25), as ações criminosas vão desde os furtos não violentos nos postos de beira de estrada até roubos de cargas valiosas com armamento de uso restrito das Forças Armadas, passando por simples assaltos. Além de armas como submetralhadoras e espingardas, as quadrilhas lançam mão de artifícios como bloqueadores eletrônicos de rastreamento para poderem movimentar cargas roubadas livremente e até criminosos especializados em escalar e sabotar caminhões em movimento.
Entre os pontos críticos nas estradas paranaenses está a BR-376 entre São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, e Garuva (SC). Curitiba e região metropolitana, por conta da malha viária que liga o Sul ao Norte do País, acaba sendo alvo de criminosos interessados em produtos que saem do Rio Grande do Sul, como fumo e produtos da indústria de automóveis. Na região de Londrina, o maior problema são os receptadores.
Não é um crime fácil de combater. Com o baixo efetivo das polícias rodoviárias, é preciso contar com mais ações de prevenção e de investigação. O roubo de cargas não afeta apenas a vida de quem viaja pelas estradas. Para minimizar o problema, as transportadoras que atuam em locais de risco cobram uma taxa extra das empresas. Os prejuízos são de todos e aparecem na produção e no abastecimento dos vários setores da economia.



