A pedofilia expõe uma chaga da sociedade. Aponta que os adultos não têm conseguido proteger a infância e a adolescência, fases fundamentais e que alicerçam a vida de qualquer pessoa. Ontem, a Polícia Federal (PF) de Londrina identificou 18 suspeitos de cometer crime de pedofilia pelas redes sociais – sendo oito deles menores de idade. Eles foram encaminhados para a Vara da Infância e Juventude e vão responder pelo crime. As investigações começaram em julho, após a PF receber informações sobre a troca de imagens de crianças e adolescentes fazendo sexo ou em poses sensuais.
Nesse caso específico, desbaratado ontem, as informações repassadas à polícia vieram de instituições governamentais e não governamentais do exterior que tem como objetivo combater o crime de pedofilia no mundo. É um trabalho de extrema importância, uma vez que é sabido que adultos conseguem facilmente ludibriar as crianças por meio da rede mundial de computadores. Outra particularidade desse caso é que aponta para o envolvimento de jovens de várias classes sociais. Não é um problema localizado de um pequeno grupo, está disseminado e isso é preocupante.
Além disso, esse esquema tornado público deve deixar um alerta aos pais. A falta de monitoramento da vida digital dos filhos acaba por expor essas crianças. As autoridades alertam para um aumento no número de menores de idade que enviam a namorados e colegas fotos nudes. Sem maturidade para lidar com a questão, e talvez por falta de informações, os jovens que recebem essas imagens compartilham com amigos, em grupos fechados nas redes sociais. É importante que eles sejam alertados que esse comportamento é crime e que pode marcar a vida deles para sempre.
Na outra ponta estão os jovens expostos. As sequelas são irreversíveis e vários são os exemplos mundo afora. É preciso atenção. As facilidades da vida moderna e a correria do dia a dia não podem afastar os pais de seus filhos.

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