Cerca de 20% das meninas e mulheres de até 18 anos sofrem algum tipo de violência sexual, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde. No Brasil, são registradas, em média, 32 ocorrências de abuso sexual, de acordo com informações do Datasus. Os números são altíssimos e estarrecedores, mas o pior – são subnotificados. Isso indica que
a quantidade de casos é bem maior, uma vez que muitas das ocorrências sequer são denunciadas.
Se há falta de informação ou até mesmo um certo temor em formular a denúncia, é preciso que a população esteja bem orientada a respeito do procedimento a ser adotado. As sequelas deixadas nas crianças ficarão para sempre e, em um caso como esse, os menores devem ao menos ser amparados por seus familiares. Por isso é importante que sejam realizadas frequentemente campanhas de prevenção e orientação junto a população. Crimes como os ligado à pedofilia só serão combatidos com muita informação.
Outra questão é a punição. A impunidade corrobora para uma maior ocorrência desses crimes porque o pedófilo continuará a fazer mais vítimas. Se não há consenso sobre novas formas de punição, como a castração química ou o monitoramento eletrônico, é importante que essas pessoas paguem por seus atos com pena prevista no Código Penal. A impunidade não pode continuar a ocorrer e, para isso, é preciso que a sociedade fique indignada com a ocorrência de crimes como esse e exija punição.
A infância e a adolescência devem ser protegidas, não podem continuar a ser expostas. É preciso que a sociedade pressione mais efeitvamente os governos para ampliação e qualificação do atendimento. O corpo de profissionais que lidam com esse público, de professores a médicos, devem estar aptos a identificar possíveis vítimas. Se a violência não está sendo percebida em casa ou está sendo escondida, é importante que outras pessoas façam a identificação e encaminhem as vítimas.

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