Combate à pedofilia
O combate à pedofilia tem que integrar programas de segurança pública dos governos e deve ser encarado como prioridade para todos os brasileiros. Ainda que o acesso à informação contra o crime tenha aumentado significativamente nos últimos anos é importante que todos fiquem atentos e colaborem para acabar com a prática.
Ontem a Polícia Federal desmantelou uma rede de pedófilos que compartilhava e produzia imagens de pornografia infantil pela internet em 11 Estados. A investigação durou dois anos e prendeu 18 pessoas em flagrante; no total cerca de 300 pessoas estão sendo investigadas, sob a suspeita de posse e compartilhamento de pornografia infantil e, contra três delas, pesa a suspeita de abuso sexual de menores. O trabalho merece reconhecimento da sociedade, mas é importante que se faça uma reflexão a respeito do assunto.
Em média, a Secretaria de Direitos Humanos, órgão vinculado à Presidência da República, recebe dez mil denúncias por ano de pornografia infantil na internet. Um número altíssimo e que mostra o quanto o Estado brasileiro não está preparado para lidar com a questão. Ainda que alguma parte das denúncias não tenha fundamento, é possível supor a enorme quantidade de casos reais que fica sem qualquer investigação. Pedófilos à solta continuam alimentando o ciclo dos crimes e fazendo mais vítimas e isso é inaceitável.
Além da atenção do Estado, os pais ou responsáveis têm papel importantíssimo na questão. São eles que podem identificar qualquer sinal nas crianças que sofrem algum tipo de abuso e que podem denunciar às autoridades. Outro ponto é educar e orientar os menores a tomar cuidados tanto em locais públicos e privados como na internet. A rede oferece uma quantidade infinita de conteúdo e de possibilidade, mas também abre portas que podem ser danosas. Atenção e cuidados com os filhos são indispensáveis.





