Combate à corrupção
Nunca a palavra corrupção esteve tão evidenciada no Brasil. Se há alguns anos a prática já era conhecida dos brasileiros, atualmente tudo está escancarado. Pagamento de propina, obras superfaturadas, serviços inexistentes. Toda sorte de armação foi arranjada com um objetivo claro: dilapidar o patrimônio público em benefícios de poucos e para manutenção de um projeto de poder.
No entanto, o que não deve ser aceito pela opinião pública é a tentativa de banalizar a corrupção, com a intenção de reduzir a sua gravidade, como se fosse algo comum. Desde a denúncia do mensalão, quando o então presidente Lula afirmou em entrevista coletiva que "o PT fez o que todo partido fazia", até a última declaração do advogado Mario Oliveira Filho, que defende Fernando Baiano (acusado de operar na Petrobras em favor do PMDB), de que não se faz obra pública no Brasil sem pagamento de propinas. Não há corrupção reprovável ou aceitável. Há crime de desvio de dinheiro público, que deve ser punido.
Além da recusa da sociedade a essa prática, é preciso que ocorra pressão popular para mudar as leis. Processos intermináveis, inúmeras possibilidades de recursos, prazos extremamente elásticos e uma possibilidade quase nula de prisão e de devolução do dinheiro desviado. Esta soma de fatores contribui para a formação de quadrilhas com um único objetivo: desviar recursos públicos e obter algum favorecimento pessoal. A prisão dos mensaleiros há alguns anos e, agora, a detenção de doleiros, agentes públicos, empresários e dirigentes de grandes empreiteiras têm que ser uma constante.
O Brasil não pode continuar a ser o País do "jeitinho", onde todos querem levar vantagem. Esse comportamento tem que acabar, é preciso que a população amadureça e repudie ações de corrupção. A punição é a principal arma para acabar com o crime. Somente quando o risco de cadeia for alto é que o cenário pode começar a ser modificado.





