Combate à corrupção
O combate à corrupção deve ser uma meta diária de todos os cidadãos. Se houvesse esse comprometido arraigado na sociedade, não seria necessário ter um dia marcado especificamente como Dia Internacional de Combate à Corrupção, ''celebrado'' em 9 de dezembro. No entanto, ainda é espantoso que somente neste ano tenham sido propostas mais de 380 ações de improbidade administrativa, das quais 15 contra prefeitos e ex-prefeitos do Paraná, e 259 denúncias contra prefeitos e ex-prefeitos de 17 Estados.
Segundo apuração do Ministério Público Federal, os principais casos são relativos a desvios de verbas públicas, não prestação de contas, corrupção, crime de responsabilidade, peculato e concussão. Mas isso ainda não é tudo. Não constam no relatório, ações ajuizadas pelo Ministério Público Estadual e outros processos que tramitam nas procuradorias Regionais da República dos Estados, um indicativo de que o total de ações é infinitamente maior.
A corrupção ainda é prática bastante comum na cultura política brasileira e, inclusive, aceita pela maioria dos eleitores, como se fizesse parte do ''inconsciente coletivo''. A cada eleição, políticos com ''ficha suja'' e que respondem a processos na Justiça são eleitos. Os eleitores se acostumaram com esse comportamento e, vale ressaltar, que também são responsáveis. Não raro são divulgados casos de pessoas que trocaram seus votos por favores ou até bens de baixo valor. Como cobrar um comportamento exemplar de políticos se nem mesmo os eleitores se comprometem com esta prática?
É preciso haver uma conscientização de toda a sociedade, o que ocorrerá somente com a educação. Quando todos os cidadãos tiverem acesso a uma educação de qualidade e emprego digno, talvez esse quadro possa ser modificado. Não adianta cobrar um comportamento de políticos e de detentores de cargos comissionados, se os eleitores não fazem o mesmo. Não será com a distribuição de benefícios e programas de transferência de renda que a população será educada.





