Com safra recorde, o agro deve impulsionar novamente a economia
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sexta-feira, 12 de julho de 2019
Folha de Londrina 
Mais um recorde histórico está sendo esperado para a produção brasileira de grãos. O 10º Levantamento da Safra de Grãos 2018/2019, da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), divulgado nesta quinta-feira (11), aponta que a safra deve atingir 240,65 milhões de toneladas. O crescimento deverá ser de 5,7% ou 13 milhões de toneladas acima da safra 2017/18. A área plantada está prevista em 62,9 milhões de hectares, o que representa um aumento de 1,9% em relação à safra anterior.
Grande fonte de dólares para o País, a previsão de uma safra recorde anima todos os setores da economia e não apenas quem vive do agronegócio. Uma grande colheita deve injetar um bom dinheiro em várias áreas e garantir preços mais acessíveis para o consumidor.
Conforme a Conab, um dos maiores destaques do período, em comparação com a safra anterior 2017/18, é o milho segunda safra, com previsão de produção recorde de 72,4 milhões de toneladas, crescimento de 34,2%. Outro destaque é o algodão, com aumento de produção da ordem de 32,9%. Isso equivale ao volume de 6,7 milhões de algodão em caroço ou 2,68 milhões de algodão em pluma (2 milhões de toneladas em 2017/18). No caso da soja, a previsão da Conab indica uma redução de 3,6% na produção, atingindo 115 milhões de toneladas. As regiões Centro-Oeste e Sul representam mais de 78% dessa produção. Os produtos com maiores aumentos de área plantada foram o milho segunda safra (819,2 mil -ha), soja (717,4 mil ha) e algodão (425,5 mil ha). A soja apresentou um crescimento de 2% na área de plantio, chegando a 35,9 milhões de hectares.Com relação às culturas de inverno, a Conab informa que, com uma área estimada em 1,99 milhão de hectares, 2,4% menor que a área plantada em 2018, a produção de trigo deve ser de 5,5 milhões de toneladas, representando aumento de 1,1% ante o ano passado (5,43 milhões de toneladas). As demais culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada e triticale) apresentam um leve aumento na área cultivada, passando de 546,5 mil hectares para 552,2 mil hectares.
Para o Paraná, o agronegócio representa 33% do PIB (Produto Interno Bruto) e o emprego de 840 mil pessoas, segundo dados da Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento. Em meio à maior crise econômica da história do Brasil, o setor seguiu na contramão de outras áreas que sentiram muito mais a recessão e manteve os indicadores em alta.
Agora, se a previsão se confirmar, o agro tem mais uma vez a oportunidade de impulsionar a economia brasileira, desde que continue aproveitando com rapidez e eficiência as oportunidades que os momentos favoráveis apresentam. Há o otimismo natural que as previsões positivas provocam, mas não se pode perder de vista os aspectos que precisam ser melhorados para que o setor continue crescendo: atenção aos investimentos públicos e melhoria da tão sofrida infraestrutura, principalmente a malha viária. Enquanto isso não acontece, o impacto negativo recai diretamente na produtividade.


