Nos Natais, as nossas casas e os nossos jardins e todos os lugares deveriam encher-se de presépios, para não perder-se a memória de que eles simbolizam a chegada de Jesus, este missionário que, pelos seus exemplos e palavras, veio nos dizer quem somos, nos indicar os meios e caminhos para mais facilmente vencermos a experienciação da alma na fisicalidade, e que tão valiosa contribuição deu à concretização dos planos de Deus para com os homens. Uma tarefa que ainda não se concluiu, porque seu espírito nunca deixou de nos falar um momento sequer, desde o seu passamento pelo Calvário, e no presente momento ainda nos fala.
Dele temos, entre tantas, esta mensagem:
‘‘Cada pessoa que me enviar seu pensamento consciente, com o desejo de elevar-se acima das limitações terrenas, ou de suas próprias criações, e viver nessa conformidade, receberá de mim toda a assistência que lhe possa ser dada. Insisto que me considereis vosso irmão mais velho, pronto a dar-vos ajuda em todos os momentos. Não me considereis um ser transcendente tão longe do vosso alcance que se torne impossível qualquer contato, porque a presença divina, que me habilitou a fazer a ascensão, é a mesma presença que vos capacitará a fazer a ascensão como eu fiz. Hoje tendes a assistência das grandes hostes dos seres ascensionados, que conquistaram a vitória e alegremente se colocam a vosso serviço, enquanto vos preparais. Em meu amor vos envolvo e repito: eu estou sempre convosco’’.
Jesus tem nos reafirmado que com amor podemos superar nossos medos e fraquezas. Como ele diz havê-los sentido e superado, aqui na Terra. Que temos que buscar a harmonia dentro de nós. E que se operarmos no sentido da realização pessoal veremos concretizar-se a realização do mundo. Continua nos ensinando a amar o próximo, mas diz que temos também que amar a nós mesmos. Que não sejamos rudes conosco. Que olhemos mais para dentro de nós próprios. Que incentivemos a bondade que reside em nossos corações.
Nos pede que não nos flagelemos. Que evitemos palavras nocivas que firam a nós e ao semelhante, porque não poderemos mais recolhê-las depois de levadas pelo vento... Que não façamos julgamentos, porque há muitas formas de manifestar nossas opiniões. A cada um será dado o momento de compreender.
Nos avisa que, a seu tempo, todas as coisas nos serão reveladas. Que em vez de só lastimar, melhor é vermos em que podemos cooperar para as soluções. Nos diz que não podemos amar as outras pessoas se não conseguirmos amar a nós próprios. Que não estamos sós no universo, que tudo se movimenta por um princípio de frequência e ressonância de luz, som e cor. E que nenhum julgamento e nenhuma punição nos esperam.
O Jesus cósmico fala a linguagem do nosso tempo e nunca deixou de interagir sobre nós nestes dois mil anos que nos distanciam do Jesus histórico. Não esperemos, portanto, pela sua volta - muito menos da forma que o víamos pelos lugares por onde andou - porque de fato ele nunca se afastou de nós.
Jesus, através de suas palavras mais recentes, nos acalenta, dizendo que estamos próximos de nos libertar das amarras da tridimensionalidade, porque os tempos são chegados. Ele, e toda a legião de hierarcas, nos acenam que estamos prestes a penetrar num novo estado de consciência. As turbulências do mundo - em verdade expedientes de purificação e realinhamento - não são a nossa realidade. Estamos apenas com uma pequena parcela de nós no mundo físico. Nosso restante substancial opera na transdimensionalidade. Ou não viveríamos a memória intuitiva de que algo além de nós existe... Dificil de entender isto? Não, se nos compreendermos uma unidade corpórea de dimensões múltiplas e transcendentes. Seria como uma vara fincada na água. Metade dela submersa (a nossa materialidade) e a outra exposta à amplitude da luz (o nosso eu superior). Duas dimensões interconectadas, não obstante apenas uma. Somos isto. A nossa fisicalidade toca a terra, a nossa extremidade transcendente toca Deus...
Jesus nos vem repetindo que nada de grandioso se consegue a não ser pela abertura do coração. E que com amor podemos mudar todas as coisas.
- WALMOR MACCARINI é jornalista em Londrina

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