O Londrina retorna à Série B do Campeonato Brasileiro em 2026 com orçamento limitado e apostando em um planejamento rígido para tentar se consolidar no campeonato por meio de um crescimento sustentável.

Nesta semana, a FOLHA mostrou que o LEC terá uma folha salarial mensal de R$ 1,2 milhão para disputar a Série B no ano que vem. A informação foi confirmada pelo dono da Squadra Sports, SAF que administra o clube, Guilherme Bellintani. O valor será um dos mais baixos da competição.

“Todo mundo vai dizer: ‘você vai cair’. É a menor folha da Série B. É o que cabe na conta, meu amigo. Se eu pagar mais de R$ 1,2 milhão de folha na Série B, eu não vou pagar o salário”, afirmou ele, que explicou que a ideia é que o LEC deixe de dar prejuízo como na Série C este ano.

Bellintani e sua equipe reconhecem que a Série B mudou de patamar nos últimos anos. A competição está inflacionada quando comparada às temporadas anteriores. Ele citou o exemplo do Bahia, clube que presidia em 2022, quando o time subiu para a Série A com uma folha de R$ 2 milhões. Na época, era uma das maiores da divisão. Hoje, valores semelhantes já estão abaixo da média.

O Athletico Paranaense, por exemplo, superou os R$ 6 milhões mensais, triplicando o que se investia três anos antes. O Furacão terminou como vice-campeão e garantiu o acesso. O Coritiba, campeão, e o Remo, que também subiu, trabalharam com folhas próximas à casa dos R$ 4 milhões.

Mesmo diante desse cenário de disparidade financeira, o Londrina encontra exemplos que reforçam o caminho escolhido. A meta é ser assertivo no mercado, buscando atletas que agreguem ao modelo de jogo desejado pelo técnico Roger Silva.

Leia mais:

Na própria Série B, a Chapecoense garantiu o acesso à elite com uma folha semelhante à que o LEC terá em 2026. Já na Série A, o Mirassol, sensação do futebol nacional, alcançou a histórica vaga à Libertadores com uma folha estimada em R$ 4 milhões, a menor da divisão.

Gastar com responsabilidade vale para um time de futebol, uma empresa ou qualquer cidadão. No jargão futebolístico costuma-se dizer que o time é do tamanho da torcida e, pensando assim, a do LEC precisa se engrandecer. Estamos em bom momento para isso. O time acaba de lançar uma ação especial para impulsionar a venda de camisas na semana da Black Friday, tradicional período de promoções no comércio. Batizada de “LEC Friday”, a campanha ocorre na loja oficial do clube, instalada no centro de convivência do estádio Vitorino Gonçalves Dias.

As principais divisões do futebol vivem em um ambiente cada vez mais dominado por cifras milionárias. Nesse cenário, o Londrina escolhe trilhar o caminho mais difícil, o da responsabilidade financeira e do planejamento estratégico.

Exemplos citados acima mostram clubes que alcançaram feitos relevantes com orçamentos enxutos. Cabe agora à torcida, peça essencial nesse processo, abraçar o momento e fortalecer o clube dentro e fora das arquibancadas, seja indo aos jogos ou aderindo ao plano de sócio-torcedor. Mais do que nunca é preciso a união entre time, gestão e comunidade.

Obrigado por ler a FOLHA!

mockup