Ano novo, vida nova, costumamos dizer. Mas precisamos colocar esta vida nova em prática, com convicção. As fontes do saber e da iluminação nos ensinam que se algo perdemos no ano que terminou foi para abrir espaço a coisa nova e melhor que está para chegar neste ano que começa. Por isso vamos nos colocar de braços abertos, receptivos. Fazendo isto todos os dias, ao iniciarmos nossa jornada, dizendo em voz alta que estamos prontos a receber tudo aquilo de bom que necessitamos e que - não tenhamos dúvida - existe em abundância no universo. É como se tivéssemos um banco mental onde estão depositadas todas as nossas fortunas. Lá podemos fazer depósitos e retiradas. Existe uma inteligência cósmica que responde aos nossos pensamentos e palavras. Tudo aquilo em que colocamos nossa atenção se desenvolve, amplia-se. Não devemos ficar pensando obsessivamente nas nossas dívidas e dificuldades, porque atrairemos mais dívidas e necessidades. Temos que soltá-las, liberá-las, que as soluções chegarão se pensarmos positivamente. Existem provisões inesgotáveis no universo e elas são para nós. Ao invés de odiar nossas contas e prestações vamos amá-las; pagá-las com alegria, para abrir o canal da abundância. Não devemos ter dúvidas de que iremos pagá-las. Se pagarmos uma conta com raiva o dinheiro custa a voltar.
Neste ano que começa vamos abençoar tudo o que temos, e com certeza veremos isto aumentar. E agradecer sempre pelas dádivas que formos recebendo. Se abrirmos bem os olhos e a mente veremos que elas chegam a todo momento.
Nas tábuas do ensinamento está escrito que devemos nos livrar das velharias. Se uma coisa não foi usada por nós nos últimos doze meses devemos passá-la adiante: vendendo-a, doando-a ou jogando-a no lixo, para que seja reciclada. Se for algo danificado devemos consertá-lo ao dá-lo a alguém. Melhor que seja alguém que o solicite e o aceite. E junto com esta limpeza devemos tambem limpar e colocar em ordem nosso armário mental, esquecendo ressentimentos do ano que findou e dos anteriores, perdoando as ofensas, senão nunca poderemos, em nossa prece mais sagrada, pedir a Deus que perdôe nossas dívidas assim como perdoamos aos nossos devedores e àqueles que nos têm ofendido.
É bom nos regozijarmos pela prosperidade dos outros ao invés de nos deixarmos contaminar pelo sentimento de inveja. No universo há riqueza e abundância para todos e não gostaríamos que os outros nos invejassem pelos nossos êxitos e ficassem nos agourando azares e insucessos. O que queremos para os outros acontece para nós. A inteligência universal opera com leis de causa e efeito, de idas e retornos.
Quando vemos nas vitrinas, nas páginas dos jornais e revistas, nas telas da tv, boas roupas, belos automóveis, confortáveis casas e apartamentos, devemos imaginar que isto é para nós também, e assim aumentamos nossa consciência de compartilhar essas coisas. Devemos desejar tudo de bom para os outros mas desejar isto também para nós, mantendo-nos receptivos. Se dizemos ou imaginamos que estas coisas boas não são para nós, já decretamos que não as queremos e elas se manterão afastadas do nosso alcance.
Está selado que o pensamento negativo entope o cérebro, não deixando lugar para as conquistas, para a alegria e para algo de que tanto se fala e que se chama amor. E o que é amor? É uma coisa tão simples como perdoar. O que quer dizer soltar, liberar, deixar ir. O processo da vida rege-se por essas leis.
Temos que nos desligar das coisas sombrias do passado. E isto significa perdoar e esquecer. Está escrito que todas as doenças, angústias e atribulações têm origem num estado de não-perdão. Perdoar aos outros e a nós mesmos pelos nossos cometimentos. Nunca devemos dizer ‘‘eu não me perdôo por isto’’.
Devemos declarar a nós mesmos, todos os dias, que estamos dispostos a mudar. Para melhor. Sem pressa nem impaciência. E nos valorizarmos sempre. Mentalizar e dizer a nós mesmos que somos competentes, capazes de certas empreitadas e de obter aquilo que queremos. Essa auto-valorização vai abrindo as portas que julgávamos fechadas para nós.
Também está nas páginas da sabedoria que devemos escolher pensamentos que nos façam felizes, usar roupas que nos agradem, fazer coisas que nos tragam satisfação, ter hábitos saudáveis que nos proporcionem bem-estar, nos rodearmos de pessoas que nos animem, digerir comidas e bebidas que nos satisfaçam e deliciem, enfim escolher o melhor para nós. Não tenhamos dúvida de que nós merecemos o melhor. Mencionar o cigarro não é uma campanha anti-fumo, mas esse vício carrega em si muitos pontos negros. Do alcoolismo e das drogas, então, nem falar!!!
Temos que nos aprovar sempre. Visualizar imagens criativas, escrever afirmações positivas, agradecer por tudo, a todo momento; no mínimo, pelo privilégio da vida. Se nos mudamos, o mundo mudará, porque as coisas semelhantes atraem coisas e situações semelhantes. Vale para o bem, vale para o mal. Depende do que queremos. Devemos viver em harmonia com todas as coisas e confiar no processo da vida. Abençoar nosso emprego, nossa empresa, nosso salário, e a melhoria de vida que queremos virá por acréscimo. Às vezes de onde menos se espera.
Há dentro de nós todos os ingredientes do sucesso. Só temos que liberá-los para que fluam e se manifestem.
- WALMOR MACCARINI é jornalista em Londrina

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