Em 1929, o mundo vivenciou os efeitos da quebra da Bolsa de Nova York. Desde aquela época, os Estados Unidos se destacavam no cenário mundial. Agora, na era Bush, os EUA colhem o que fizeram nos últimos sete anos, desde os atentados às Torres Gêmeas do World Trade Center.
No papel de ''vítimas'', os EUA se voltaram contra o mundo, acreditando que sua economia seria sempre próspera para financiar gastos como os US$ 3 bi/mensais despendidos no Iraque, repetindo a cena de fatos históricos como os conflitos com Cuba, a questão do Canal do Panamá, entre tantos outros exemplos.
Resultado: hoje os EUA estão sozinhos, o setor imobiliário padece e muitos bancos da terra dos arranha-céus estão na iminência de quebrar. Se nos perguntarmos quem vai apoiar os EUA, veremos que o mundo lhe deu as costas. Diante de uma crise sem precedentes, China, Alemanha e Japão, por exemplo, não acenam positivamente ao governo Bush. E nem têm como.
Além de não concordar com as ações implementadas pelos EUA, o mundo sofre os reflexos da quebradeira geral. Cito meu exemplo: há dois anos, ganhava R$ 300 e conseguia bancar meus gastos com saídas e compra de roupas. Em 2008, ganho R$ 500, trabalho o dobro e não me sobra um tostão.
Se para um jovem de 17 anos a situação está assim, o que dizer de pais de família brasileiros? As eleições americanas estão aí e, se Obama vencer, até aposto em alguma mudança no cenário que traz os EUA contra o mundo.
Por ora, creio que podemos nos preparar para colhermos os frutos da queda do tão propalado ''American Way Of Life'', que tantos apostam, como a inflação nas alturas, disparada do dólar e o nervosismo. Para evitar que sempre estejamos expostos, a solução é cada governo olhar para seu país.
O Brasil tem bases próprias, com a descoberta de novos poços para a exploração de petróleo. O Governo atual não fez muito, mas também não deixou de fazer. Para sair do colapso - ou passar imune a ele - é preciso mais iniciativa. Novas potências surgem e o cenário mundial começa a trazer novas configurações. Nesse sentido, acredito em dias melhores. (Universitário)

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