CNI vê otimismo; Fiesp vê juros
Enquanto a Confederação da Indústria (CNI) faz pesquisa e divulga que o consumidor está particularmente feliz, a Federação da Indústria de São Paulo (Fiesp) critica a taxa de juros básicos, justamente porque juros inibem o consumidor e comprometem a liquidez do pequeno e grande comércio. Só os banqueiros ganham com juros altos. E as taxas cobradas no Brasil são as mais altas do mundo. Os bancos nunca tiveram ganhos tão elevados.
Cabe perguntar: Afinal, o consumidor está rindo à toa, como sugere a CNI, ou está prejudicado pelos juros altos?. As posições são irreconciliáveis. Ninguém é feliz sendo esbulhado nos seus interesses, ainda mais quando do outro lado estão os banqueiros.
Bem, mas, pelo menos, as duas entidades, Fiesp e CNI, têm um ponto em comum: ficam em cima do muro ou, então, criticam timidamente quando acham que suas posições contrariam o governo. São, assim, seguidoras da postura do Poder Judiciário, que sempre pende para o lado governamental.
A Fiesp critica: A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa básica de juros em 10,75%, perniciosa ao comércio. A entidade afirma que o Copom errou ao elevar a Selic, uma vez que a inflação era localizada em um único gênero, os alimentos. Literalmente a posição se expressa assim: Ganharam os que recebem rendimentos financeiros e perderam os consumidores e empresas que pagam mais pelo crédito utilizado para fazer o País crescer, gerando emprego e renda. Perdem também o governo e a sociedade, sua mantenedora, alguns bilhões pelo aumento do custo da dívida.
Mais sincera e, por alguns instantes, menos alinhada com o governo, a Força Sindical, num rasgo de inteligência, se declara decepcionada e grita: Infelizmente, mais uma vez, o governo se curva diante dos especuladores. Os tecnocratas perderam uma ótima oportunidade de afrouxar a corda que está estrangulando o setor produtivo, que gera emprego e renda, afirmou, em nota.





