São Paulo - A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), seção do Maranhão, divulgou ontem um documento no qual manifesta sua indignação e preocupação com os índices sociais e de corrupção no Estado governado desde 95 pela presidenciável Roseana Sarney (PFL). No manifesto ‘‘Ao Povo do Maranhão’’, elaborado por 13 bispos na primeira semana do ano, a seccional da entidade católica pede a alternância de poder no Estado, desde 1966 sob o comando do grupo do senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP).
‘‘Nós (a CNBB-MA) entendemos que é de extrema importância a divisão do poder. Não há como esconder que uma sequência de 35 anos de um mesmo grupo no comando acaba prejudicando o crescimento de um Estado, como no caso típico do Maranhão’’, declarou o presidente estadual da CNBB, dom Affonso Felippe Gregory. Em todo o documento, o nome da governadora pefelista não é citado.
Os bispos também citam o caso dos meninos emasculados – que ganhou repercussão internacional depois que 21 meninos, com idades ente cinco e nove anos, tiveram seus órgãos genitais retirados. O fato foi denunciado à Organização dos Estados Americanos (OEA), e até hoje duas pessoas foram condenadas. O documento afirma que ‘‘os índices maranhenses de impunidade ainda persistem em todos os níveis’’.
O objetivo do manifesto é alertar o país em relação à imagem do Maranhão que vem sendo transmitida em cadeia de rádio e TV desde o ano passado por meio dos programas eleitorais do PFL.

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