O temporal que atingiu Londrina no sábado deixou casas destelhadas, árvores caídas e prejuízos para dezenas de famílias. Foram pelo menos 65 destelhamentos e 16 quedas de árvores, segundo a Defesa Civil. Felizmente, não houve registro de feridos. No Jardim Primavera, na zona norte, moradores voltaram a enfrentar um problema que já havia ocorrido em outros temporais.

Eventos como esse reforçam uma constatação que ganha cada vez mais espaço: não há como ignorar os efeitos do clima e a necessidade de estar preparado para eles. Fenômenos extremos fazem parte de uma realidade que exige atenção tanto das cidades quanto das atividades econômicas.

No ambiente urbano, estar preparado significa contar com estruturas e serviços capazes de responder rapidamente às emergências, mas também avançar em planejamento e prevenção. Sistemas de alerta, Defesa Civil estruturada, manutenção da arborização, drenagem adequada e identificação de áreas mais vulneráveis são medidas que ajudam a reduzir os impactos quando situações adversas acontecem.

No campo, a relação com o clima é ainda mais direta. A atividade agrícola sempre dependeu de chuva, temperatura e outros fatores meteorológicos, mas hoje produtores contam com uma quantidade muito maior de dados e ferramentas para tomar decisões. A informação climática pode ajudar no planejamento do plantio, no manejo das lavouras e na avaliação dos riscos de cada ciclo produtivo.

Esse será um dos temas do Fórum do Agronegócio, que acontece nesta semana em Londrina. A proposta de discutir clima, carbono e sustentabilidade mostra que o assunto já faz parte da estratégia do setor. Mais do que reagir às adversidades, a questão é buscar formas de antecipar cenários, adaptar a produção e, quando possível, transformar desafios em oportunidades.

A discussão sobre sustentabilidade também ganha importância nesse contexto. Novas exigências dos mercados, redução de emissões, eficiência no uso de recursos e tecnologias de produção podem representar desafios, mas também caminhos para aumentar a competitividade do agronegócio.

Cidade e campo têm, portanto, desafios diferentes, mas partem de uma mesma necessidade: preparação. Não é possível controlar o clima, tampouco evitar todos os danos provocados por eventos extremos. É possível, porém, ampliar a capacidade de antecipação, resposta e adaptação.

A pauta climática já faz parte do presente e precisa estar cada vez mais integrada ao planejamento das cidades, das atividades econômicas e da sociedade.

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