Cláudio Humberto De Brasília Cláudio Humberto Rosa e Silva E-mail: [email protected] www.claudiohumberto.com.br Murillão é de morte... ‘‘O Executivo não tem autoridade para negociar mais nada’’ (De Lula, criticando a atitude covarde de FHC, ao não negociar uma solução decente para os vencimentos dos juízes) Aquele funcionário sadomasoquista do Senado, Murillo Porto, é mesmo chegado a atormentar pessoas, principalmente as indefesas. Que o diga Ada Lemos, de Brasília. Cedo ela enxergou as possibilidades da Internet e sua empresa, a Cerne, se preparou para implantar um site que é um achado: ‘‘Parlamento’’. Era preciso o acesso ao Prodasen, que controla o banco de dados do Senado, e aí Murillão entrou na parada. ...e também ambicioso Primeiro Murillo Porto pressionou Ada Lemos a contratar os serviços de cinco funcionários do Prodasen para a elaboração de um projeto/proposta, a ser encaminhado à diretora do órgão, com ‘‘êxito prévio garantido’’. De consultor do projeto, ele quis se tornar seu proprietário, não sem antes ameaçar Ada, inclusive de morte. Aliança secreta Bernardo Pericás, embaixador do Brasil em Assunção, não conta a ninguém porque não é bobo, mas ele é primo de Dona Margarita, mulher do ministro Rafael Greca, e amigo íntimo do casal. Que aliás o ajudou a conquistar o posto. O Cade no Cade Servidores do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já estão pensando em denunciar o órgão a ele mesmo. A estressada direção do Cade fixou em 50 centavos o preço de cada cópia xerox, mediante pagamento prévio, através de guia de recolhimento. Como esse preço é mais de três vezes superior à média do mercado, em Brasília, e a máquina do Cade é única nas redondezas, configura-se caso típico de abuso do poder econômico. País dos sonhos O deputado Carlito Merss (PT-SC) acredita que a realização de concurso público moralizaria a admissão de conselheiros para os TCs em todo o País. O processo atual é antidemocrático, segundo ele, porque advém de indicação política, prejudicando a isenção e o profissionalismo de quem analisa as contas públicas nos Estados e municípios. Os concursos, deputado, já são um problema... Solidário e confuso Industrial do ramo calçadista, o deputado gaúcho Roberto Argenta considera que o seu recém-criado Partido Humanista da Solidariedade (PHS) representa uma novidade para o Brasil. Ele tenta explicar: – Ele surge como um artífice construtor de uma nova era, acreditando no homem que evolui para uma visão transcendente. Samba do cearense doido As eleições em Fortaleza têm um ponto certo: Juraci Magalhães (PMDB), candidato à reeleição, vai para o segundo turno. Disputar com quem, nem Nostradamus arriscaria: Patrícia Gomes (PPS-PSDB) e Inácio Arruda (PCdoB), um ou outro. Tasso Jereissatti mandou Patrícia se lançar, apesar de resistências internas, e empurra com a barriga o nome do vice, enquanto tenta levar Ciro Gomes de volta ao ninho tucano, numa urdidura política infernal com algum aceno do Planalto. É a nova versão do ‘‘Samba do Crioulo Doido’’, do saudoso Stanislaw Ponte Preta. Promessas de Garotinho Antes do Carnaval, prender o traficante-escritor Marcinho VP era prioridade número 1 para a Polícia do Rio. Assim como bem antes da folia era prioritário prender pelo menos um dos estupradores das quatro mulheres que madrugavam para matricular os filhos numa escola na Pavuna. Fusão e celeuma Leitor de Salvador (BA), que deseja ser identificado apenas pelas iniciais W.K., e que prefere vinho a cerveja, não entende a celeuma em torno da fusão da Brahma com a Antarctica. Ele lista as megafusões dos maiores bancos do mundo, só para lembrar que essa é uma tendência mundial. A última criou o maior banco do planeta, com a união dos alemães Deutsche e Dresdner Bank, e deverá resultar em milhares de demissões. Meu caro colega O governador Zeca do PT é solidário com seu partido, fazendo caridade com chapéu alheio. Ele cedeu por dois anos a funcionária Edna Salgado, da Secretaria Estadual de Saúde do MS, para o colega petista Olívio Dutra. Dutra não vai pagar um tostão pela funcionária agora gaúcha. Olha o aviãozinho Mas que coisa feia: José Luiz Marcelino, dono do bimotor Piper Seneca H bimotor, matrícula PT EUA, de Brasília, citado nesta coluna várias vezes, é vereador. E de Naviraí (MS). O bimotor foi apreendido perto de Pedro Juan Caballero, com 20 quilos de cocaína que, tudo indica, seriam levados para Fernandinho Beira-mar. O Paraguai decretou a prisão preventiva do ilustre, que nega ser dono do aviãozinho e disse querer apenas ajudar um amigo. Que amigo? Diamantes são para sempre Segundo uma entidade sul-africana de apoio a Angola, o bandoleiro da Unita, Jonas Savimbi, já faturou cerca de US$ 150 milhões com o tráfico internacional de diamantes. Ele desrespeitou o acordo de paz acertado com a ONU e continua vendendo o tesouro nos mercados na Bélgica e de Tel-Aviv para financiar sua guerrilha. Uma das empresas envolvidas, a sul-africana De Beers, desmente sua participação na jogada. Em Lisboa, o tempo promete esquentar para o primeiro-ministro António Guterres, quando ele voltar do Chile. ‘‘Marocas’’, apelido maldoso do ex-presidente Mário Soares, anda calado. Alô, Anatel É correta a prática da Telemar de enviar o demonstrativo dos serviços cobrados depois que o usuário já pagou a conta – ou o pato? O provedor UOL também quer fazer de pato o cliente que optou pelo serviço mais barato e decidiu montar sua própria empresa telefônica. Todas as consultas custam R$ 1,50 por minuto e o usuário não recebe demonstrativo do que efetivamente utilizou, só o total na hora de pagar. O PODER SEM PUDOR General eleitor O general Costa Cavalcante, que nunca escondeu sua ambição política, era presidente da Itaipu Binacional e mandou pendurar na parede as fotos do então presidente João Figueiredo e o ditador do Paraguai, Alfredo Stroessner. Um auxiliar entrou no seu gabinete e o surpreendeu contemplando os dois ídolos: – O que é que há, general? – Nada, meu filho. É que estou pensando numa coisa: se dependesse daquele ali, eu seria presidente da República. – O senhor se refere ao general Figueiredo, naturalmente... – Estou me referindo ao general Stroessner. Ele é muito meu amigo... Deposto, Stroessner se refugiaria em Brasília, onde mora até hoje.

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