‘‘Parem a mão da Polícia Federal, que é uma mão criminosa’’
(José Dirceu, acusado no propinoduto do PT, acusando a PF de virar polícia política)

Em Manaus, festa e ressaca

A festa de que Lula do PT participou, gravada em vídeo por agentes do extinto SNI em Manaus, nos anos 80, pode ter sido a mesma promovida no Hotel Amazonas, que foi ‘‘fechado’’ a estranhos para garantir a privacidade do líder petista. Duas camareiras falaram a jornalistas, na época, de uma ‘‘mega-bacanal’’. No dia seguinte, o assessor de imprensa do PT admitiu a jornalistas manauaras que a noitada deixara Lula com uma bruta ressaca.

Torcida por Garotinho

José Serra foi convencido pelos estrategistas de sua campanha de que a presença de Anthony Garotinho é vital para lhe garantir o segundo turno contra Ciro Gomes. O candidato do PSB, garantem esses especialistas, tira votos de Ciro e de Lula, mas sobretudo de Ciro. Que, como se sabe, foi alçado à condição de inimigo número 1 da candidatura tucana.

Cofre vazio

É grave a crise nas finanças do PT, apesar do propinoduto de Santo André (SP). Não há dinheiro nem para pesquisas, indispensáveis ao planejamento da campanha, e os marqueteiros ainda não viram a cor do dinheiro.

Tasso irrita FhC

Os elogios de Tasso Jereissati a Ciro Gomes, nos Estados Unidos, irritaram FhC. Há dez dias, Tasso se comprometeu pessoalmente com o presidente a evitar manifestações explícitas pró-Ciro. Não elogiaria Serra, mas manteria as aparências de apoio ao candidato tucano. O presidente mandou avisar que retirou a rede de proteção a Tasso. Serra já pode dar o troco.

Jatinho para Ciro

Depois de muito relutar, Ciro Gomes (PPS) decidiu trocar aviões de carreira por um jatinho, contratado por tomada de preços pela Frente Trabalhista. Usará também o avião do presidente do PTB, José Carlos Martinez (PR).

O melhor e mais caro

O candidato tucano José Serra voa num jatinho BAE 800 da Líder. É o mais caro jato particular em operação numa empresa de táxi aéreo, no Brasil. Ao contrário dos demais, tem copa, cozinha e comissária de bordo.

Decidido

O ex-juiz Lalau já sabe o que fazer na colônia agrícola paulista onde ficará nos próximos anos: vai cultivar pepinos e abacaxis e produzir marmeladas.

PODER SEM PUDOR

Chá e sono pós-golpe
Dois dias depois do golpe militar de 1964, ainda vivendo incertezas, o presidente interino Ranieri Mazzili sumiu do Palácio Alvorada. Saiu com um assessor de sua confiança. Soube-se depois que ele foi para um pequeno apartamento na Asa Norte de Brasília, onde morava Hamilton, seu barbeiro na Câmara dos Deputados. Foi entrando e perguntando:
- Meu chazinho está pronto?
Tomou o chá e dormiu, sentindo-se em segurança.
Colaborou Teresa Barros
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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