‘‘No Maranhão, os que forem meus amigos me acompanharão’’
(José Sarney, ex-presidente, negando-se a apoiar o candidato do PSDB, José Serra)

Como se faz um ‘‘dobrado’’

Aviso de retificação da secretaria de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura, no Diário Oficial da União, dobrou o valor de um contrato (sem licitação) de R$ 50 milhões, assinado dias antes. O aviso não cita a empresa, nem o teor do contrato. Apenas códigos. A coluna apurou que ele credencia o Banco Itaú – generoso financiador de campanhas eleitorais – como agente financeiro da linha de crédito para estocagem de café. O contrato dobrou para R$ 100 milhões, como num passe de mágica.

Clara de ovo

Serra e Geraldo Alckmin conversaram longamente, há dias, sobre sucessão paulista. Alckmin quer a ajuda de Serra para encontrar um meio de obter a cassação de Paulo Maluf. Está menos preocupado com a deficiência ética do concorrente e mais com sua persistente liderança nas pesquisas. Para Alckmin, Maluf é como clara de ovo: quanto mais se bate, mais ele cresce.

Balanço pró

O livro ‘‘A Era FHC - Um Balanço’’, organizado por Bolívar Lamounier e Rubens Figueiredo, será lançado hoje às 18 horas, na sede da Confederação Nacional da Indústria, em Brasília. Um balanço a favor, certamente, ou FhC não teria confirmado sua presença.

Velha suspeita

O timinho de Zidane é tão ruim que a sua desclassificação, justíssima, fez ressurgir uma antiga suspeita: a de que os jogadores brasileiros teriam sido coagidos a entregar o jogo à França, na final da Copa de 1998.

Dengue é destaque lá

A Newsweek destaca o ‘‘verão da dengue’’. Foram-se as citronelas e os soldados do Exército. Mas a revista americana lembra o que a doença torna-se cada vez mais forte, com o desmatamento inchaço das cidades. É endemia em cem países. Expõe as trapalhadas dos governos, a frustração do ex-ministro da Saúde Adib Jatene e adverte para o próximo surto.

Banco dos réus

Comum dos mortais, sem o escudo da imunidade parlamentar, ACM vai depor quarta, na Justiça baiana, no processo movido contra ele pelo deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), a quem acusou de ladroagem.

PODER SEM PUDOR

Jeito de sentir saudades
Ademar de Barros gostava tanto do amigo José Paulo Freire que até o nomeou para um cargo importante, no governo de São Paulo. Pouco tempo depois Jânio Quadros venceu as eleições e processou Ademar, que resolveu passar uma temporada na Bolívia. Lá, soube que o amigo José Paulo virou aliado de Jânio. De volta a São Paulo, Ademar se queixou:
- Bastou eu viajar para você me trair, ficando com o Jânio.
- De jeito nenhum. Fiquei com Jânio só para ter saudades do senhor...
Colaborou Teresa Barros
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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