Ciro Gomes está cotado para assumir a pasta
Rio A proposta do PT para mudar a Previdência optou pela continuidade do regime de repartição (o ativo paga a aposentadoria do inativo), que prevalece hoje, e abandonou o sistema de capitalização (cada funcionário paga por sua própria aposentadoria no futuro), proposto pelo candidato derrotado à Presidência, Ciro Gomes, durante a campanha eleitoral.
Segundo Augusto Tadeu Ferrari, que ajudou Luiz Gushiken a conceber a proposta do PT, os cálculos feitos para transitar de um sistema para outro tornaram absolutamente inviável a alternativa de capitalização. O IPEA calculou em três PIBs (Produto Interno Bruto), ou R$ 3,3 trilhões, e o Ministério da Previdência em R$ 2,75 trilhões o custo desta transição.
''A emissão nova de títulos e a gigantesca expansão da dívida pública, decorrentes do custo de transição, inviabilizariam as contas públicas do País'', argumentou Tadeu Ferrari. No primeiro mandato do governo FHC, o economista André Lara Resende e um grupo de especialistas conceberam um sistema de capitalização para a parcela garantida pelo Estado (estimada entre três e sete salários mínimos), mas o custo do período de transição expandia a dívida pública em tal magnitude que a idéia acabou abandonada.
Caso Ciro Gomes venha a ocupar o ministério da Previdência, como vem sendo cogitado, vai comandar a condução da reforma proposta pelo PT e não a sua.





