Brasília - Nem mesmo os maus tratos dispensados aos pefelistas pelo presidente nacional do PPS, senador Roberto Freire (PE), evitaram que 16 regionais do PFL declarassem ontem apoio ao candidato à Presidência, Ciro Gomes. Uma consulta preliminar feita pelo presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen (SC), apontou que o candidato tucano à Presidência, senador José Serra (SP), terá o apoio do partido em 11 Estados.
Mas o PSDB está decidido a ampliar nos Estados o número de palanques de Serra e vai tentar cooptar as regionais do PFL, que hoje estão favoráveis a Ciro Gomes. ‘‘Temos que formar palanques fortes nos Estados’’, disse José Anibal (SP), presidente do PSDB. Os tucanos devem concentrar a ofensiva nos Estados nordestinos, onde o PFL é forte. Pelas contas dos pefelistas, dos nove Estados do Nordeste, sete estão com Ciro Gomes.
O PSDB discorda do PFL em relação a Minas Gerais e Piauí. Segundo Bornhausen, estes dois Estados são da cota de Ciro Gomes. Mas os tucanos estão confiantes de que ambos acabarão fechando aliança com o PSDB. Os dirigentes tucanos argumentam ainda que, entre os 11 Estados que apoiarão Serra, estão Rio de Janeiro e São Paulo, grandes colégios eleitorais. Além do PFL, o PSDB também vai investir no apoio do PPB nos Estados.
Sem se coligar formalmente com ninguém no plano nacional, os pefelistas estão confiantes de que elegerão entre 90 e 100 deputados federais e 19 senadores. ‘‘Depois da decisão da Justiça Eleitoral, que obriga a repetição da aliança nacional nos Estados, qualquer coligação seria um fato impeditivo para o crescimento do partido’’, resumiu Jorge Bornhausen.
E voltou a dizer que acredita que Ciro Gomes é quem irá disputar o segundo turno das eleições presidenciais contra o candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva.

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